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Virgínia faz história ao abolir a pena de morte

Virgínia faz história ao abolir a pena de morte

A Virgínia, que tem o recorde de execuções nos Estados Unidos, tornou-se no primeiro Estado norte-americano do antigo sul segregacionista a abolir a pena de morte.

"Atualmente, não há lugar para a pena de morte neste Estado, no sul e neste país", disse o governador democrata Ralph Northam, numa cerimónia na prisão de Greensville, onde até agora eram levadas a cabo as execuções. A abolição da pena de morte é "a coisa certa a fazer".

"Não se pode infligir essa punição final sem se ter 100% de certeza de que isso é o mais correto, sabendo que o sistema não funciona da mesma forma para todos", acrescentou, lembrando que 296 dos 377 presos executados no século XX eram afro-americanos.

Após debates muito tensos, as duas Câmaras Estaduais votaram a favor de uma lei para abolir a pena de morte no início deste ano. A Virgínia junta-se a 22 outros Estados norte-americanos onde a pena de morte já foi abolida, mas a decisão é ainda mais simbólica porque nenhum Estado do antigo sul confederado deu ainda esse passo. O governador apontou para a "longa e complicada" história da Virgínia, onde "o racismo e a discriminação" do passado "se repetem hoje no sistema judiciário".

Quase 1400 condenados à morte

Os colonos europeus que se estabeleceram em Jamestown concretizaram em 1608 a que é considerada a primeira execução em solo norte-americano, a de um capitão acusado de espionagem. Desde então, a Virgínia executou 1391 condenados, de acordo com o Centro de Informações sobre Pena de Morte (DPIC), mais do que qualquer outro território dos Estados Unidos.

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