Tragédia

Vítimas do incêndio numa escola na Libéria eram todas guineenses

Vítimas do incêndio numa escola na Libéria eram todas guineenses

Os 28 alunos que morreram num incêndio na madrugada de quarta-feira numa escola a leste da capital da Libéria, Monróvia, eram todos de nacionalidade guineense, anunciou hoje o embaixador da Guiné Conacri.

"Tenho a lista completa à minha frente, são 28 pessoas, todos os nomes são guineenses", disse o embaixador da Guiné na capital da Libéria, Abdoulaye Doré, à AFP, explicando não poder distinguir entre as crianças com nacionalidade guineense e as que tinham nascido de pais guineenses, mas com outra nacionalidade.

Certo, acrescentou, é que faziam parte da "grande comunidade" de origem guineense que vive na Libéria, apontando os fortes laços históricos e atuais entre os dois países.

O incêndio pode ter sido causado por um defeito elétrico, mas a investigação continua, disse uma fonte oficial, escusando-se a descartar, por enquanto, a possibilidade de ser um ato criminoso.

A Libéria é esmagadoramente cristã, mas tem uma proporção significativa de muçulmanos, enquanto a Guiné é um país onde os habitantes são maioritariamente muçulmanos.

Todas as vítimas foram enterradas logo na quarta-feira, de acordo com a tradição muçulmana.

O Presidente da Guiné, Alpha Condé, expressou na quarta-feira à noite a sua "forte emoção" após o incêndio "que custou a vida a pelo menos 28 pessoas, incluindo vários guineenses".

Um porta-voz da polícia, Moses Carter, referiu que o incêndio teve início por volta da meia-noite local (01:00 em Portugal continental) e atingiu um dormitório e um edifício escolar onde os estudantes dormiam, a cerca de 11 quilómetros da capital.

De acordo com a mesma fonte, citada pela Associated Press, apenas o imã, um professor e dois alunos conseguiram fugir.