Refugiados

Voluntários portugueses que estiveram na Grécia enviam carta a governantes

Voluntários portugueses que estiveram na Grécia enviam carta a governantes

São 200 voluntários e trabalhadores humanitários portugueses que estiveram na Grécia, ao serviço de missões humanitárias. E conhecem o terreno como ninguém.

Perante o recrudescimento da crise migratória, juntaram-se para escrever uma carta aos governantes portugueses. Nela, pedem que seja "aplicado com efetividade" o acordo bilateral que Portugal formalizou com a Grécia para o acolhimento de mil pessoas em situação de pedido de asilo.

Para Tiago Marques, 35 anos, as mil pessoas referidas no acordo são "muito poucas", tendo em conta que só na ilha de Lesbos estão atualmente 38 mil refugiados. "Mas essas mil são um sinal para o resto da Europa". Acima de tudo, "é importante agir". Até porque "muitos voluntários e trabalhadores humanitários estão a sair das ilhas gregas neste momento", confrontadas com a violência dos protestos contra a presença de migrantes.

"Cada um de nós vai enviar ao primeiro-ministro, ao presidente da República, ao ministro dos Negócios Estrangeiros e à secretária de Estado para a Integração e as Migrações uma carta a denunciar a situação", explica Tiago Marques, completando que "Portugal tem sido um bom aluno" da Europa no que toca à questão dos migrantes.

Sem mãos a medir

Os voluntários temem que "toda a gente esteja a contar com o esquecimento, deixando o caso ser resolvido pelas autoridades gregas, que manifestamente não têm mãos a medir". Diz Tiago Marques que, "por muito que a Grécia esteja a braços com uma situação que é difícil de gerir sozinha, nada justifica as imagens que mostram os barcos da marinha e as autoridades costeiras gregas a tratarem de forma desumana os refugiados que chegam da Turquia nos botes de borracha. É completamente inaceitável".

O grupo espera, portanto, que a carta endereçada ao poder político tenha efeitos imediatos. "É uma iniciativa concreta, que diz respeito a uma voz conhecedora da situação no terreno", conclui Tiago Marques.

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