Racismo

Von der Leyen admite que Comissão Europeia não reflete diversidade europeia

Von der Leyen admite que Comissão Europeia não reflete diversidade europeia

A presidente da Comissão Europeia admitiu esta quarta-feira, num debate no Parlamento Europeu sobre racismo à luz da morte de George Floyd, que mesmo o seu executivo não reflete a diversidade europeia, assumindo que é necessário refletir sobre esta questão.

Num debate antecedido de um minuto de silêncio cumprido no hemiciclo "em memória de George Floyd e todas as vítimas de violência, racismo e discriminação", Ursula von der Leyen disse orgulhar-se de viver numa "sociedade que condena o racismo", mas admitiu que tal não é suficiente, e convidou os eurodeputados a refletirem sobre várias questões".

"Porque persiste o racismo? Porque há partidos políticos que apoiam a xenofobia e o racismo que ganham eleições? Porque é que os membros das minorias étnicas e religiosas estão sub-representados nas instituições políticas, sociais e académicas? O que podemos fazer para as instituições representarem melhor a diversidade das nossas sociedades?", questionou.

Von der Leyen apontou então que, olhando em redor para o hemiciclo, facilmente se constata que "a diversidade da sociedade [europeia] não está representada" no Parlamento Europeu, admitindo que na instituição que lidera o cenário não é melhor.

"Serei a primeira a admitir: as coisas não são melhores no colégio de comissários ou entre os funcionários da Comissão. E é por isso que digo que temos de falar sobre racismo e temos de agir", declarou.

Garantindo que quer "chegar ao fundo destas questões", Von der Leyen adiantou que o colégio a que preside vai ter um debate sobre racismo na reunião da próxima semana, mas advertiu desde já que a luta contra o racismo e discriminação não pode ser travada isoladamente, sublinhando a necessidade de a Europa "juntar forças a todos os níveis" para que possa viver à altura do seu lema «Unidos na Diversidade».

O debate sobre racismo que abriu a sessão plenária do Parlamento Europeu que decorre entre esta quarta-feira e sexta-feira em Bruxelas foi agendado na sequência das 'ondas de choque' provocadas pela morte de George Floyd, que suscitou protestos contra o racismo e violência pessoal um pouco por todos os Estados Unidos, mas também em muitas cidades europeias.

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção, apes

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