Ucrânia

Von der Leyen e Borrell viajam esta semana para Kiev para encontro com Zelensky

Von der Leyen e Borrell viajam esta semana para Kiev para encontro com Zelensky

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, vão viajar esta semana para Kiev para se reunirem com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"A presidente Ursula von der Leyen e o Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, viajarão esta semana para Kiev para se encontrarem com o Presidente Volodymyr Zelensky antes do evento de doadores Stand Up For Ukraine, no sábado em Varsóvia", anunciou hoje o porta-voz principal da Comissão Europeia, Eric Mamer, numa publicação na rede social Twitter.

A informação oficial surge depois de, também na rede social Twitter, o primeiro-ministro da Eslovénia, Janez Jansa, ter avançado na segunda-feira à noite que "diplomatas eslovenos vão juntar-se aos diplomatas lituanos em Kiev", numa missão europeia também composta "pela presidente da Comissão Europeia e pelo Alto Representante da UE, [que] também viajarão esta semana a Kiev".

A visita de Von der Leyen e Borrell à capital da Ucrânia acontece depois de a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, ter estado em Kiev no final da semana passada para se reunir com dirigentes ucranianos como o primeiro-ministro, Denys Shmyhal.

Na segunda-feira, a presidente da Comissão Europeia anunciou uma investigação da UE a alegados crimes cometidos em Bucha e noutras cidades ucranianas pelas tropas russas, salientando que os "perpetradores de crimes hediondos não podem ficar impunes".

A organização dos direitos humanos Human Rights Watch denunciou, no domingo, que nas zonas da Ucrânia sob controlo russo foram feitas "execuções sumárias", entre outros "abusos graves" que podem configurar crimes de guerra.

A retirada das tropas russas do norte de Kiev permitiu ver indícios de alegadas execuções sumárias de várias centenas de civis no subúrbio de Bucha e noutras áreas.

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A Ucrânia acusou a Rússia de genocídio, alegando ter encontrado os corpos de 410 civis na região de Kiev, atualmente sob controlo ucraniano.

Na cidade de Bucha, a noroeste da capital ucraniana, cerca de 300 pessoas foram enterradas em valas comuns, de acordo com as autoridades ucranianas.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.430 civis, incluindo 121 crianças, e feriu 2.097, entre os quais 178 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de dez milhões de pessoas, das quais 4,1 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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