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Voto histórico faz da Palestina um Estado

Voto histórico faz da Palestina um Estado

A Palestina foi, esta quinta-feira, reconhecida como Estado observador não-membro da ONU comos votos favoráveis de 138 países, 41 abstenções e nove contra. Uma votação histórica recebida em festa no país.

Este reconhecimento surge 65 anos após a divisão da Palestina em dois estados, um árabe e outro judeu, e quando se celebrava o Dia da Solidariedade para com os Palestinianos.

Horas antes da votação, milhares de palestinianos festejavam já a vitória nas ruas de Ramallah e de Gaza. Com esta votação história da Assembleia Geral da ONU, a Palestina fica com o mesmo estatuto que o Vaticano.

Quando Mahmud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana, se dirigiu à tribuna foi ovacionado durante largos minutos, com vários delegados a aplaudi-lo de pé. Mas ouviram-se também alguns assobios na sala.

Abbas explicou que a Palestina se apresentou ontem na ONU porque "acredita na paz". "Estamos aqui para acabar com a ocupação e a agressão", sublinhou.

Como resposta, o embaixador de Israel junto da ONUlembrou que "a única forma de atingir a paz é através de acordos entre as partes e não por imposição externa". "Presidente Abbas, você nem consegue visitar metade do país porque está controlada pelo_Hamas, que é uma organização terrorista", disse Ron Prosor.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, classificou o discurso de Abbas como "hostil e venenoso", segundo a Reuters.

Com o novo estatuto, a Palestina pode candidatar-se a membro do Tribunal Penal Internacional (TPI). A partir do momento em que for aceite, pode apresentar queixas contra o estado de Israel.

Os EUA ameaçaram a Autoridade Palestina com um corte na ajuda à Cisjordânia caso aquela recorra ao TPI. Para Barack Obama, esta votação assume um fracasso pessoal.

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