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Warnock favorito para cristalizar maioria democrata no Senado

Warnock favorito para cristalizar maioria democrata no Senado

O democrata e senador incumbente Raphael Warnock chegou à segunda volta das eleições para o Senado federal da Georgia com uma leve vantagem nas sondagens sobre o adversário republicano, Herschel Walker. O escrutínio desta terça-feira definirá o cenário na câmara alta do Congresso norte-americano, que já conta com uma maioria para o partido do presidente Joe Biden.

De acordo com o site agregador de sondagens FiveThirtyEight, Warnock aparece na véspera da segunda volta com 50,2% das intenções de voto, enquanto Walker tem 48,2%. A margem de 2 pontos para o democrata aponta para longa noite de apuramento, pois, para além dos votos nas urnas desta terça-feira, há a chegada dos votos pelo correio.

O dia foi marcado por poucas filas para votar e sem grandes problemas, segundo o jornal "The New York Times". A situação foi bastante diferente dos dias anteriores, quando filas para o voto antecipado em diversas secções demoraram mais de duas horas em Atlanta.

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Uma questão que pode influenciar os resultados é se os eleitores do governador republicano reeleito Brian Kemp se vão empolgar para voltarem às urnas e escolherem o partidário Walker para o Senado. Kemp teve 53,4% dos votos a 8 de novembro e analistas apontam que a popularidade do líder da Georgia ajudou o candidato "vermelho" à câmara alta do Congresso.

Até mesmo a meteorologia é considerada na análise eleitoral, pois chuvas fortes no norte do estado, fortemente republicano, podem beneficiar o democrata Warnock. O atual senador deve receber a maior parte dos votos enviados pelo correio, método rejeitado pelo partido adversário, especialmente pelos apoiantes do ex-presidente Donald Trump.

Warnock, pastor de uma Igreja Batista, foi o primeiro negro eleito para o cargo de senador na Georgia, em 2020. O democrata agora quer um mandato completo de seis anos, pois a eleição anterior foi para definir quem substituiria o senador republicano Johnny Isakson, que resignou por motivos de saúde. Na primeira volta das intercalares, a 8 de novembro, o incumbente obteve 49,4% dos votos, ficando na frente de Walker por uma margem de cerca de 36 mil votos.

Walker, ex-jogador de futebol americano, tenta retomar o cargo para os republicanos. Caso isso aconteça, o Senado ficaria dividido entre 50 "vermelhos" e 50 "azuis", mas os democratas teriam a vantagem do desempate pela vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, que comanda a câmara alta.

A campanha do republicano foi marcada por escândalos, como um caso de violência doméstica e a pressão feita para que duas mulheres realizassem abortos. Apesar do apoio de Donald Trump ter ajudado na nomeação de Walker pelo partido, o ex-presidente não participou na campanha do antigo atleta na segunda volta devido a temores de que o anterior chefe de Estado poderia afastar eleitores independentes e mulheres dos subúrbios, segundo a CNN.

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