Segurança

Washington reforça luta contra ciberataques

Washington reforça luta contra ciberataques

Os EUA estão cada vez mais comprometidos na luta contra os ciberataques e contra os piratas informáticos ("hackers"). Depois de em maio ter visto uma das principais operadoras de oleodutos do país a ser alvo de um ataque de cibersegurança, Washington percebeu a importância de ter uma estratégia de combate a esta nova forma de guerra e convocou, esta semana, a União Europeia e outros 30 países para uma reunião virtual onde foram discutidos planos globais.

De fora da lista de convocados, Joe Biden, que preside o Conselho de Segurança Nacional dos EUA, organização responsável pelo encontro, deixou a Rússia, país a partir do qual, em 2020, foram feitos 58% dos ataques a empresas e instituições, segundo os dados revelados pela Microsoft.

Questionado sobre a ausência da Rússia no encontro, um alto funcionário da Casa Branca esclareceu que o Kremlin e Washington têm um "canal de comunicado à parte" onde discutem "ativamente" esta matéria.

No último ano, os ciberataques por "ransomware" - software malicioso projetado para impedir o acesso a dados, arquivos ou sistemas até que o pagamento do resgate seja realizado - já custaram mais de 400 milhões de dólares (mais de 344 milhões de euros).

No primeiro trimestre deste ano, os piratas informáticos já conseguiram que lhes fosse pago 81 milhões de dólares (quase 70 milhões de euros), revelou a Casa Branca.

Cerca de 80% dos ataques foram feitos a empresas, tendo como setores mais específicos os Governos (48%), adianta a Microsoft, que revela que o "ransomware" continua a ser considerado o mais grave e crescente cibercrime.

No mesmo período, os ciberataques dirigiram-se principalmente a empresas nos EUA, na Ucrânia e no Reino Unido.

PUB

O ataque à maior rede de oleodutos dos EUA, Colonial Pipeline, em 7 de maio mostrou claramente o poder dos hackers e de como este pode ser usado para provocar o caos num país à distância de um clique.

Considerado já um dos maiores ataques a uma infraestrutura crítica, o "ransomware" aplicado a esta empresa paralisou nove mil quilómetros de tubagens e obrigou Joe Biden a declarar estado de emergência. Para voltar a ficar operacional, a Colonial Pipeline pagou cinco milhões de dólares (4.3 milhões de euros).

Já em junho, um "ransomware" fechou as fábricas de carne da empresa brasileira JBS, a maior distribuidora de carne embalada do mundo, que tem sede também nos EUA.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG