Xanana Gusmão

Xanana apresentou carta de demissão

Xanana apresentou carta de demissão

Xanana Gusmão demitiu-se, esta quinta-feira, do cargo de primeiro-ministro de Timor-Leste, numa carta endereçada ao presidente da República, Taur Matan Ruak.

"Venho apresentar a vossa excelência o meu pedido de demissão, assegurando-lhe que irei continuar a estar disponível para servir os melhores interesses do Estado e da Nação e pela intransigente defesa e consolidação da independência e soberania nacional, contribuindo na promoção da unidade nacional e sentido de responsabilidade por parte dos cidadãos", escreveu Xanana Gusmão.

Na carta de duas páginas, a que a agência Lusa teve acesso, o líder timorense explicou que a sua demissão se prende com o "entendimento comum" da necessidade de "uma reestruturação profunda, que permita assegurar, nestes dois anos e meio que restam ao Governo, uma maior dinâmica em termos de eficiência".

Essa reestruturação, disse, permite ainda "uma maior convergência de ações na implementação do Plano Estratégico de Desenvolvimento e, fundamentalmente, na prestação de serviços à população" timorense.

"Esta remodelação implica também e sobretudo dar a oportunidade a uma nova geração de líderes para governar, não só a nível ministerial mas também ao nível da chefia de todo o Governo", explicou.

Xanana Gusmão recordou que desde 2013 - quando pela primeira vez, no parlamento, falou deste tema -, se gerou um debate alargado na sociedade timorense, envolvendo partidos políticos, sociedade civil e media. "Destes debates, pode-se dizer que se tornou ampla a consciência de que é chegada a altura de preparar as gerações mais novas para dirigirem os destinos da nossa Nação, sendo para isso necessário efetuar-se uma transição harmoniosa e gradual", disse.

Na carta, com data desta quinta-feira, Xanana Gusmão considerou "um grande privilégio poder servir o Estado e o povo timorense" e uma "honra" a "responsabilidade de chefiar o IV e V Governos Constitucionais".

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Agradeceu ainda a "cooperação institucional" com a Presidência da República e a Taur Matan Ruak deixou uma "palavra de apreço pela sua notável liderança".

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