Covid-19

YouTube apaga vídeos de Bolsonaro por desinformação

YouTube apaga vídeos de Bolsonaro por desinformação

A plataforma de partilha de vídeos YouTube anunciou que removeu vídeos do canal de Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, porque divulgam desinformação sobre o coronavírus SARS CoV-2, que causa a doença covid-19.

Na base desta decisão não estão ideais políticos, justifica o YouTube, mas o cumprimento da sua política de conteúdos.

Desde o início da pandemia que o presidente do Brasil tem sido uma voz ativa contra o confinamento, o uso de máscaras e a vacinação. Pelo contrário, tem divulgado e promovido tratamentos, nomeadamente com cloroquina, comprovadamente ineficazes e perigosos para doentes com covid-19.

O gabinete de Jair Bolsonaro ainda não reagiu a esta decisão, que abrange 15 vídeos, segundo a imprensa brasileira.

Num dos vídeos, segundo o portal de notícias da Globo, o ministro da Saúde Eduardo Pazuello compara o coronavírus ao vírus da sida (VIH). "No pós-pandemia VIH, o VIH continua a existir. Continua a haver pessoas que são infetadas, a maioria são tratadas, e a vida continua", afirmou.

O YouTube salienta que não autoriza conteúdos na sua plataforma que promovam substâncias ilegais ou tratamentos ineficazes. Diz ainda que as regras proíbem vídeos que promovam a mensagem de que as máscaras não ajudam a prevenir os contágios pelo novo coronavírus.

Não é a primeira vez que vídeos de Bolsonaro são removidos das grandes plataformas digitais de conteúdos. No ano passado, o Twitter e o Facebook removeram vídeos onde o presidente do Brasil se manifestava contra as medidas de distanciamento social e defendia que um elevado número de contágios tornaria o Brasil imune à covid-19.

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Segundo os dados mais recentes, divulgados na quarta-feira, o Brasil contabilizou 1474 mortes em 24 horas, totalizando 545.604 vítimas mortais desde que o vírus SARS-CoV-2 foi detetado pela primeira vez no país, em fevereiro de 2020.

O maior país da América do Sul somou ainda 54.517 casos em 24 horas, totalizando 19.473.954 infeções por covid-19.

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