Espanha

Zapatero despede-se garantindo solvência mesmo sem "ajuda do PP"

Zapatero despede-se garantindo solvência mesmo sem "ajuda do PP"

O ainda presidente do governo espanhol garantiu esta sexta-feira a solvência financeira de Espanha, apesar da "falta de ajuda" do PP que acusou de esperar o dia, que "nunca chegou", em que fosse necessário pedir um resgate.

José Luis Rodríguez Zapatero falava num jantar comício na sua terra natal, Léon, no último dia da campanha para as eleições legislativas de domingo, dia a partir do qual exercerá o cargo de primeiro-ministro apenas em funções de gestão.

Zapatero, que decidiu não se recandidatar, depois de sete anos à frente do Executivo, anunciou já que quando termine as suas funções no Palácio da Moncloa regressará a Léon para viver.

Por isso, esta sexta-feira optou por um jantar comício de encerramento da campanha nesta cidade em vez de participar em Fuenlabrada, nos arredores de Madrid, no comício de encerramento do candidato do PSOE à presidência do governo, Alfredo Pérez Rubalcaba.

No seu discurso, perante mais de duas mil pessoas, Zapatero afirmou que a luta pela manutenção dos direitos sociais "foi dura e difícil", mas que o Governo soube resistir ás pressões.

E advertiu que se esta crise, a mais grave em 80 anos, tivesse tocado a um governo de direita, os Populares não teriam mantido a educação e saúde públicas, as pensões ou o apoio aos desempregados.

Para Zapatero, os dados da economia do terceiro trimestre demonstram que a mudança de modelo produtivo em Espanha - para criar uma economia "mais saudável" - está a avançar.

Ainda demorará algum tempo, advertiu, para que a economia "consiga absorver todo o excesso irracional da bolha" imobiliária.

"Semeamos para mudar as coisas e a economia recuperará", afirmou, insistindo que, apesar das tensões nos mercados da dívida, Espanha tem uma economia solvente e capaz.

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