Conflito

Zelensky diz que Ucrânia "quebrou o plano" russo ao terceiro dia de invasão

Zelensky diz que Ucrânia "quebrou o plano" russo ao terceiro dia de invasão

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu este sábado que "quebrou o plano" da Rússia ao terceiro dia da invasão do seu país, pedindo aos russos que digam a Vladimir Putin para parar a guerra.

"Mantivemos a nossa posição e repelimos com sucesso os ataques inimigos. Os combates continuam em muitas cidades e regiões do país, mas... é o nosso exército que controla Kiev e as principais cidades ao redor da capital", disse Zelensky, num vídeo publicado no Facebook.

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Volodymyr Zelensky assegurou que as Forças Armadas da Ucrânia "desviaram" o plano de ataque russo à capital, Kiev, contra o qual a Rússia usou "de tudo" para assaltá-la, utilizando combatentes, grupos de sabotagem e tropas aerotransportadas.

"Posso começar com a boa notícia: resistimos e estamos a repelir com sucesso os ataques inimigos. A luta continua em muitas cidades e regiões do nosso país. Kiev e as principais cidades à volta da capital são controladas pelo nosso exército", disse o Presidente ucraniano numa nova mensagem ao país, divulgada pelo Gabinete do Presidente, citado pela Efe.

"Os ocupantes queriam bloquear o centro do país e colocar fantoches (pró-russos) aqui, como em Donetsk. Desviámos a sua intenção e eles não obtiveram nenhuma vantagem sobre nós", acrescentou.

Segundo Volodymyr Zelensky, "a verdadeira batalha por Kiev continuou". "O inimigo usou de tudo contra nós: combatentes, grupos de sabotagem e tropas de desembarque. Os invasores atingiram áreas residenciais, procurando eliminar as instalações energéticas. As suas tácticas são muito vis", acrescentou.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram pelo menos 198 mortos, incluindo civis, e mais de 1.100 feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de 120.000 deslocados desde o primeiro dia de combates.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de o país se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), UE e Conselho de Segurança da ONU, tendo sido aprovadas sanções em massa contra a Rússia.

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