Ucrânia

Zelensky quer armas e não "presentes" da delegação dos EUA na visita a Kiev

Zelensky quer armas e não "presentes" da delegação dos EUA na visita a Kiev

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse, este domingo, que se vai encontrar em Kiev com altos responsáveis políticos dos Estados Unidos, esperando receber "coisas específicas e armas específicas" e não presentes.

"Não podem vir ter connosco de mãos vazias hoje, e não estamos à espera de apenas presentes ou de algum tipo de bolos, estamos à espera de coisas específicas e de armas específicas", disse o presidente ucraniano, citado pela Associated Press (AP).

Volodymyr Zelensky não deu muitos detalhes acerca da logística da visita do secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, e do secretário da Defesa Lloyd Austin.

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O Presidente ucraniano anunciou a visita numa conferência de imprensa no metro de Kiev no sábado, mas a Casa Branca ainda não comentou.

A visita seria a primeira à capital ucraniana de altos responsáveis políticos dos Estados Unidos desde que a invasão russa começou, no dia 24 de fevereiro.

Ao visitar a Polónia em março, Blinken entrou por breves instantes em território ucraniano, encontrando-se com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba.

O último encontro pessoal do Presidente ucraniano com um alto responsável dos Estados Unidos foi com a vice-presidente Kamala Harris, no dia 19 de fevereiro, antes da invasão, em Munique, na Alemanha.

Kiev indicou hoje que as forças russas continuam a bombardear esta cidade no Mar de Azov e, em particular, a siderúrgica Azovstal, a última bolsa de resistência dos combatentes ucranianos naquela zona.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas, das quais mais de 5,16 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU - a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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