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Jerónimo de Sousa contra extinção de Ministério do Trabalho

Jerónimo de Sousa contra extinção de Ministério do Trabalho

O secretário-geral do PCP acusou este sábado o novo Governo de "desvalorizar o trabalho e os direitos dos trabalhadores" ao extinguir um ministério que sempre existiu, criticando também o desaparecimento da pasta da Cultura.

"Sempre houve um Ministério do Trabalho. Tem um significado este desaparecimento, já que se trata também por aqui, de uma forma simbólica, de desvalorizar o trabalho e os direitos dos trabalhadores", afirmou este sábado Jerónimo de Sousa, em Lisboa, à margem da cerimónia de deposição das cinzas de José Saramago.

O Governo PSD/CDS-PP criou o Ministério da Economia e do Emprego. Os ministérios das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e do Trabalho e Solidariedade Social desapareceram.

O dirigente comunista disse também que "para um Governo que tem como objetivo concretizar aquele programa da Troika, que tem uma concepção ultra-liberal, economicista, naturalmente a Cultura será um parente pobre", comentando a extinção da pasta.

Na nova legislatura, a Cultura volta a ser uma secretaria de Estado, tal como já tinha acontecido em outros governos de direita.

Jerónimo de Sousa comentou ainda a escolha de um gestor para a pasta da Saúde.

O dirigente comunista considerou que "tem algum significado" a escolha de um gestor que "em relação ao Serviço Nacional de Saúde com certeza tem uma visão economicista de corte".

"Veja-se de onde vem, um quadro altamente responsável do sector financeiro da banca, ligado particularmente aos serviços de saúde, num quadro em que tanta apetência existe por parte do sector privado para com sectores da saúde, também é um mau sinal", disse.

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