Mistério

Maratonista polaco desapareceu na floresta da Madeira há seis dias

Maratonista polaco desapareceu na floresta da Madeira há seis dias

Cães, drones, um helicóptero e 30 homens procuraram por Michal Kozek, cidadão polaco de 35 anos que não é visto desde que no dia 7 de julho saiu de um hotel na Calheta para correr. Família continua a procurar mas o mistério permanece.

Acessibilidades difíceis, vegetação densa, nevoeiro constante - as características gerais das florestas da Madeira não ajudaram, nem estão a ajudar, as buscas por Michal Kozek, um maratonista amador polaco que na quarta-feira, 7 de julho, saiu do hotel onde se hospedara na Calheta, na zona oeste do município do Funchal, na ilha da Madeira, para correr nas montanhas, e não deu mais sinais de vida. A notícia foi revelada pelo diário "Público".

Nessa quarta-feira, Michal já não voltou ao hotel, nem nos dias seguintes, e não efetuou qualquer contacto para a família, que vive em Gickhauawn, na Suíça. O alerta, de resto, foi dado pela própria família do atleta, na manhã de 8 de julho. Quando foi visto pela última vez, Michal vestia uma camisola azul, calções pretos e calçava sapatilhas roxas. Teria consigo um relógio com GPS, que revelaria o seu posicionamento geográfico.

As operações de busca mobilizaram até sábado cerca de 30 operacionais do Serviço Regional de Proteção Civil, dos bombeiros, da PSP e da GNR, que avançou para o terreno com equipas de cães pisteiros. Além desse pequeno contingente, há também populares a participar nas buscas.

Segundo aquilo que a família de Michal Kozek contou às autoridades, o polaco começou o treino por volta das 18 horas do dia 7 de julho, em Porto Moniz, no extremo norte da Madeira. A sua intenção seria subir a montanha até ao maciço central da ilha, e descer pela encosta do sul, até à Calheta, seguindo então parte do percurso que faz parte do Madeira Islands Ultra-Trail, prova de corrida em montanha que conta com uma distância de 115 quilómetros.

"Pode ter acontecido muita coisa"

PUB

"O que sabemos, é que [o cidadão polaco] foi correr para a montanha e indicou à família o percurso. Já o percorremos, assim como outros caminhos alternativos à volta, mas sem sucesso", disse ao "Público" Jacinto Serrão, comandante dos Bombeiros da Calheta, que não arrisca prognósticos. "Pode ter acontecido muita coisa. Pode ter-se perdido e sofrido um acidente. Ou [pode ter] procurado explorar percursos alternativos", adiantou ainda o comandante àquele jornal, confirmando que as buscas foram suspensas no sábado à noite.

O desaparecimento está agora sob a alçada da PSP, mas os bombeiros estão dispostos a voltar às buscas: "Se nos solicitarem ajuda, vamos logo para o terreno", disse o comandante Jacinto Serrão.

Ouvido pelo "Público", Rocha da Silva, antigo diretor regional de Florestas, que conhece bem o interior montanhoso da ilha, aponta que "as montanhas madeirenses não são extensas, mas têm características que dificultam operações de busca e resgate". E dá um exemplo: "Uma queda, mesmo não sendo fatal, pode dificultar ou mesmo inviabilizar que essa pessoa seja depois encontrada", diz, explicado depois que as acessibilidades difíceis, a vegetação por vezes densa e o nevoeiro complicam as operações.

Família não desiste

A família de Michal Kozek, que tem 35 anos e é casado, vive em Gickhauawn, na Suíça, e não está disposta a desistir, tendo multiplicado apelos através da rede social Facebook. Ainda segundo o jornal "Público", o irmão de Michal já chegou ao Funchal no fim de semana e continua a fazer buscas, com a ajuda de outros maratonistas.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG