Igreja

Marcelo repete apelo: "Testemunhem e utilizem o direito de denúncia"

Marcelo repete apelo: "Testemunhem e utilizem o direito de denúncia"

O presidente da República recebeu, esta sexta-feira, a Comissão Independente que está investigar os casos de abuso sexual na Igreja Católica. Marcelo Rebelo de Sousa voltou a apelar ao testemunho, ao direito da denúncia, sem deixar de elogiar o trabalho da Comissão.

"Ficou claro do nosso encontro a importância do testemunho (...) O testemunho é anónimo e tem um valor fundamental como exemplo do que deve ser o comportamento dos portugueses", começou por dizer Marcelo Rebelo de Sousa, após um encontro com os membros da Comissão Independente, que está a investigar os casos de abuso sexual na Igreja. Elogiando o trabalho da Comissão, o presidente voltou a repetir o apelo já feito: "Testemunhem e utilizem o direito da denúncia".

"Não há como não agradecer o trabalho da Comissão. (...) Um dos efeitos mais importantes será o apuramento integral da verdade, definir o que se passou e quem tem responsabilidades por aquilo que foi feito ou omitido", sublinhou ainda Marcelo, em declarações aos jornalistas, a partir do Palácio de Belém. "Há que apurar, julgar, e punir".

Até ao momento, a Comissão recebeu cerca de 360 testemunhos, alguns vindos também de "compatriotas a viver fora de Portugal".

Questionado sobre os casos recentemente noticiados de alegada ocultação de situações de assédio por parte de altos responsáveis da Igreja Católica, incluindo o cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, Marcelo Rebelo de Sousa fez um apelo à transparência. Reforçando que "há realidades que são imparáveis", o chefe de Estado disse ainda que "se não o fizerem, [as instituições] vão apodrecendo".

Na audiência estiveram presentes o presidente da Comissão, o pedopsiquiatra Pedro Strecht, e outros dois membros: a socióloga Ana Nunes de Almeida e a assistente social e terapeuta familiar Filipa Tavares.

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A audiência decorreu no mesmo dia em que o cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, foi recebido pelo Papa Francisco a propósito dos acontecimentos das últimas semanas, relacionados com suspeitas de abusos de menores na igreja em Portugal, revelou o Patriarcado.

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