Coronavírus

Ordem dos Enfermeiros disponível para reforçar linhas de apoio ao surto de Covid-19

Ordem dos Enfermeiros disponível para reforçar linhas de apoio ao surto de Covid-19

A Ordem dos Enfermeiros manifestou esta quinta-feira ao Ministério da Saúde a disponibilidade para colaborar no reforço às linhas de apoio ao surto de Covid-19 com Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Saúde Comunitária e Saúde Pública.

"Evidenciada a necessidade de aumentar rapidamente a capacidade de resposta do sistema de saúde, os Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Saúde Comunitária e Saúde Pública encontram-se entre aqueles que de imediato podem assumir as responsabilidades decorrentes da presente situação", sublinha a Ordem dos Enfermeiros no ofício dirigido à ministra da Saúde.

A ordem dos Enfermeiros refere ainda no oficio que estes profissionais estão "habilitados para conceber e aplicar instrumentos de vigilância epidemiológica e de monitorização dos fenómenos de saúde e de doença com vista à elaboração de perfis epidemiológicos".

O Sindicato Independente dos Médicos disse esta quinta-feira que as respostas das linhas SNS 24 e de Apoio ao Médico ao novo coronavírus têm sido "tardias e muitas vezes inexistentes" e apelou ao Governo para ouvir os médicos que estão no terreno.

Segundo o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha, têm chegado ao sindicato relatos de vários médicos a queixarem-se do atraso de horas na resposta da Linha de Apoio ao Médico a situações relacionadas com casos suspeitos de Covid-19, o nome dado à infeção de SARS-CoV-2 (síndrome respiratória aguda grave).

"Preocupa-nos a desorientação que tem grassado em relação a esta matéria que na prática põe na primeira linha da vigilância epidemiológica uma linha telefónica [SNS 24]", disse esta quinta-feira à agência Lusa Roque da Cunha.

Ao mesmo tempo, decidem contratar internos do quarto ano de Medicina Geral de Familiar para a Linha de Apoio ao Médico, disse, considerando que "é um erro" contratar médicos sem formação e "muitas vezes sem sequer explicar as suas condições de trabalho".

No seu entender, deviam ser os médicos de saúde pública a coordenar este trabalho: devem ser criadas as condições para estas linhas de apoio serem asseguradas por "pessoas devidamente formadas com orientações precisas para não aumentarem a confusão".

Em Portugal, há nove pessoas infetadas: seis no Porto, duas em Lisboa e uma em Coimbra.

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