Orçamento

PCP sem "grande evolução" que justifique viabilizar OE

PCP sem "grande evolução" que justifique viabilizar OE

Jerónimo de Sousa garantiu esta sexta-feira que as propostas do PCP "não são de instabilidade" e disse não haver "grande evolução" nas negociações com o Governo em torno do OE, após o partido ter prometido votar contra a proposta tal como está. Criticou uma discussão marcada pela dramatização sobre eleições antecipadas, rejeitando "futurologia". Já o anúncio do Governo sobre contratos coletivos é "um paliativo". Insistiu ser preciso acabar com a caducidade e não apenas suspendê-la.

Após uma reunião em Belém, o líder comunista garantiu que o PCP não tem qualquer "proposta que vise a destabilização social", "instabilidade" ou um "retrocesso", recusando, após a reunião com Marcelo Rebelo de Sousa, que a questão do Orçamento seja centrada num cenário de eleições antecipadas.

Dando conta de uma "negociação sem grande evolução", contou também que o presidente da República teve a máxima "compreensão" para a posição dos comunistas neste processo.

O líder comunista acrescentou que, "por enquanto, não tem havido a resposta necessária", mas "até à apresentação e votação na generalidade", o PCP vai continuar a bater-se para encontrar "respostas que sejam incluídas na proposta de Orçamento do Estado". "Aquilo que chegou até agora por parte do Governo são coisas claramente insuficientes", assegurou Jerónimo.

"Continuamos a considerar que a questão da caducidade deve ser revogada e não ser usado ali um sistema paliativo de prolongamento no tempo", considerou ainda o líder comunista, questionado sobre o facto de o Governo estender por mais 12 meses a medida de suspensão.

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