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"PSD, ouve bem, não haverá Governo sem o Chega", diz Ventura

"PSD, ouve bem, não haverá Governo sem o Chega", diz Ventura

"PSD, ouve bem: não haverá Governo em Portugal sem o Chega!". As eleições eram presidenciais, mas André Ventura leu o resultado obtido como um sinal claro de que o regresso da Direita ao poder está cada vez mais perto.

Naquela a que chamou "noite histórica" em que "esmagámos a extrema-esquerda", o líder do Chega admitiu, contudo, ter ficado "aquém" num pormenor: não terminou à frente de Ana Gomes. Sempre disse que conseguiria bater a socialista e tira consequências: demite-se, anunciando que chamará os militantes a dizerem se querem que abandone a liderança do partido.

"Foi uma noite histórica, em que a Direita se reconfigurou completamente. Pela primeira vez, um partido anti-sistema rompeu o espectro da Direita tradicional, com cerca de meio milhão de votos, para criar uma avassaladora força anti-sistema que, hoje, conhece o momento maior da sua História", afirmou Ventura, em Lisboa. O terceiro candidato mais votado, com cerca de 12%, considera que este resultado dará ao Chega "força para as batalhas que se aproximam".

Porém, ao ficar "aquém dos 15%"e atrás de Ana Gomes - que descreveu como estando "colada às minorias que têm explorado Portugal" -, proclamou: "Devolverei aos militantes a palavra sobre se querem ou não a continuidade deste projeto à frente do partido". Apesar dessa garantia, Ventura saberá que a sua permanência no cargo é certa.
Por isso mesmo, quis enviar "uma mensagem ao coração da Direita e do centro-direita": "não haverá Governo em Portugal sem que o Chega seja parte fundamental". Os 70 apoiantes aglomerados irromperam, uma vez mais, em ovações triunfantes, após o líder - que voltou a dizer ter sido escolhido por Deus - prometer uma "avalanche que vai derrubar todas as barreiras" no país. Para já, André Ventura declara a vitória contra a Esquerda.

"Esmagámos a extrema-esquerda em Portugal. Esta candidatura teve mais votos do que o PCP de João Ferreira, o BE de Marisa Matias e a IL de Tiago Mayan juntos". Mas os comunistas, num clima de êxtase, foram os mais visados: "João Ferreira nem no Alentejo ganhou!".

O líder do Chega repetiria a ideia ao referir que, nem nas regiões "alegadamente de Esquerda", o PCP ficou à sua frente. "Mesmo nas zonas profundamente comunistas, o Chega mostrou que esse eleitorado é seu".

Verificar os jornalistas

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A sala escolhida por Ventura num hotel de Lisboa não dispunha de ventilação e tinha cerca de 100 cadeiras, 70 para apoiantes e 30 para jornalistas.

Pelas 20 horas - quando se souberam as primeiras projeções -, um responsável da candidatura pediu que os jornalistas abandonassem a sala para verificar se todos estavam acreditados. Uma assessora, acompanhada de um segurança, fez o levantamento um a um, mas dentro do referido espaço.

Rui Paulo Sousa, mandatário da candidatura, explicaria depois: "Não é nossa intenção colocar os jornalistas fora da sala". O motivo foi o facto de muitos destes profissionais terem feito a acreditação "em cima da hora" e de não haver "muitos lugares" na sala. "Lamentamos o sucedido", concluiu.

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