Covid-19

Vigilantes de segurança privada pedem trabalho ao Governo em protesto no Porto

Vigilantes de segurança privada pedem trabalho ao Governo em protesto no Porto

Cerca de 70 vigilantes de segurança privada concentraram-se hoje na Avenida dos Aliados, no Porto, para denunciar que entre 80% e 96% dos seguranças, porteiros e assistentes de espetáculos e recintos desportivos ficaram desempregados nesta pandemia da covid-19.

"A nível nacional há 45 mil vigilantes a trabalhar com cartão ativo. Somos 9.800 seguranças porteiros e desses 96% perderam postos de trabalho. De Assistentes de Recintos de Espetáculos (ARE) são cerca de 7.300 e 86% perderam trabalho. De Assistentes de Recintos Desportivos (ARD) são 5.900 e 81% perderam os seus trabalhos", declarou à agência Lusa Cláudio Ferreira, dirigente na Associação Nacional da Vigilância e Segurança Privada (ANVSP).

Em entrevista presencial esta manhã nos Aliados, Cláudio Ferreira assumiu que a manifestação de hoje serve para sensibilizar para os "colegas que ficaram desempregados e que perderam 100% dos seus rendimentos" e para pedir que se deixe os trabalhadores do setor trabalhar.

Segundo aquele responsável, há "cada vez mais festas ilegais à porta fechada com 200 miúdos, 300 miúdos, que se fecham em garagens, que se fecham em restaurantes e isso sim é um grande meio de transmissão".

"Mais do que apoios ou mais do que subsídios, queremos é que nos deixem trabalhar, porque se deixarem abrir os bares e os restaurantes e as discotecas e mesmo os recintos desportivos com lotações mínimas, dentro desses espaços a segurança é muito maior, porque temos um segurança porteiro à porta e outro lá dentro dos espaços que controlam a higienização dos clientes, controlam o uso de máscaras e os excessos e lotação dos próprios espaços", explica o vigilante e dirigente da ANVSP, acrescendo que se nada for feito as festas ilegais vão continuar.

Com máscaras de proteção no combate à covid-19 e com uma faixa colocada nas escadas à frente da Câmara Municipal do Porto onde se lia "Unidos pelo setor! Juntos somos mais fortes!", os cerca de 70 vigilantes mantiveram-se na concentração entre as 09:00 e as 12:00 de hoje, hora em que começaram a desmobilizar.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.360.914 mortos resultantes de mais de 56,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.762 pessoas dos 249.498 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

CCM // FPA

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