Pandemia

139 mil pessoas vacinadas contra a covid-19 até ao final de janeiro

139 mil pessoas vacinadas contra a covid-19 até ao final de janeiro

Até ao final de janeiro, serão vacinadas contra a covid 139 mil pessoas: 118 mil trabalhadores e utentes de lares e 21 mil profissionais de saúde. Para já, a Pfizer deverá entregar 62 caixas contendo 312 975 doses. Dessas, quase metade ficará reservada para garantir que será dada a segunda dose, sem a qual a vacina não produz efeito.

No arranque da campanha de vacinação, ainda este mês, será dada prioridade a dois grupos de pessoas.

Primeiro, os profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados a doentes. As pessoas concretas a inocular serão identificadas pela Saúde Ocupacional. Serão abrangidos 21 mil trabalhadores e a inoculação será feita local de trabalho.

Em segundo lugar, serão vacinados os idosos residentes em lares, que somam perto de 40% de todas as mortes por covid-19, e os que lá trabalham. Até ao final do próximo mês, a vacina deverá ser administrada a 75% dos residentes em 730 lares, pelos enfermeiros dos próprios lares ou por equipas móveis dos centros de saúde. Estão aqui incluídas 118 mil pessoas, calcula a task force que está a montar a campanha de vacinação, coordenada por Francisco Ramos.

Aos jornalistas, o coordenador diz que as primeiras vacinas chegarão a Portugal no dia 24 ou no dia 26 de dezembro e que a vacinação arrancará no dia 27 ou 29, em articulação com os restantes países da União Europeia. Em declarações aos jornalistas, alertou que o processo de vacinação será longo e que será necessário ainda muito tempo para atingir a imunidade de grupo. Por isso, insistiu, os portugueses não podem vacilar nas medidas proteção.

"O número de doses que vão chegar são 9700 portanto, nessa última semana do ano, vacinaremos apenas profissionais de saúde, que são também parte dos grupos prioritários indicados e que são os que queremos proteger e que nos protegem", disse aos jornalistas esta quinta-feira à tarde. No dia 5 de janeiro, Portugal receberá mais cerca de 300 mil doses, pelo que nesse mês haverá condições para vacinar um total de 139 mil pessoas.

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Guardar para segunda dose

A vacina da Pfizer é eficaz se a pessoa tomar uma segunda dose 21 dias depois da primeira toma. Ou seja, é preciso garantir que Portugal tem fármacos suficientes para dar o reforço a quem for agora imunizado, mesmo que a Pfizer não cumpra o calendário de entrega previsto. Por isso, a task force vai seguir um "princípio de precaução" e guardar 29 das 62 caixas que a farmacêutica vai entregar a Portugal para garantir que a segunda dose não vai falhar. Serão, para já, administradas as vacinas contidas em 33 caixas. A norma da DGS com orientações para administrar a vacina deverá ser publicada sexta-feira.

A Pfizer deverá entregar as primeiras caixas já no dia 24 ou 26 de dezembro. Como todas as farmacêuticas que negociaram a venda com a União Europeia, comprometeu-se a transportar as vacinas desde a fábrica até cada um dos 27 países. Em Portugal, terá que entregar 58 caixas em Coimbra, o local onde será armazenada, para a população do continente, e duas em cada uma das regiões autónomas (Funchal e Ponta Delgada).

Em declarações aos jornalistas, Francisco Ramos admitiu que "o processo de vacinação é um fator de esperança e de confiança de que vamos conseguir vencer esta pandemia". mas o coordenador da task-force deixa um alerta: "Isso não significa de forma nenhuma que tenhamos condições para aliviar as restrições com que temos vivido. Não podemos baixar a guarda, no sentido de evitar a propagação da doença covid-19. Este vai ser um processo longo, de muitos meses. Ainda não conseguimos estimar quando vai acabar, mas o começo, ainda em 2020, é um fator de esperança para todos. Ganhamos mais confiança, mas temos que continuar as manter as medidas restritivas e de proteção individual que já conhecemos. Temos a obrigação de as manter por mais alguns meses", disse, admitindo que não há ainda nenhuma perspetiva de quando é que poderá haver na população portuguesa imunidade de grupo suficiente para poder relaxar as medidas de precaução.

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