Plano Nacional de Vacinação

16% das crianças com um ano sem vacina contra o sarampo

16% das crianças com um ano sem vacina contra o sarampo

As coberturas de todas as vacinas do Plano Nacional de Vacinação (PNV) mantêm-se em níveis elevados, mas há um dado a merecer preocupação pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

No ano passado, aos 13 meses de idade, "16% das crianças não estavam ainda protegidas contra o sarampo, nem contra a doença invasiva meningocócica C". Um indicador, revela a DGS no balanço do PNV 2020, nesta manhã divulgado, que teve um "resultado (84% de cobertura), ligeiramente inferior (2%) ao ano de 2019". Sendo, por isso, "um alerta para a necessidade de investir na melhoria do cumprimento do esquema recomendado até aos 12 meses de idade".

Se este pior desempenho se fica a dever ao impacto da pandemia na atividade dos Cuidados de Saúde Primários, a DGS não descarta a hipótese. Nas suas conclusões, o organismo liderado por Graça Freitas admite " ténues diminuições em algumas coberturas vacinais (cerca de 1% a 2%), principalmente na vacinação atempada aos 12 meses de idade e na vacinação de adolescentes e adultos", não especificando, no entanto, as imunizações em causa. De acordo com a DGS, no ano passado, "os serviços de saúde estavam centrados em adaptar-se, rapidamente, à resposta à pandemia de COVID-19, a vacinação de adolescentes e adultos não foi priorizada, tanto pelos utentes, que reduziram as idas ao "centro de saúde", como pelos serviços, uma vez que o risco destas doenças não é imediato". O JN solicitou, há duas semanas, dados discriminados de vacinação pediátrica em 2020 e 2019, mas até hoje não obteve resposta nem pela DGS nem pela SPMS.

Em jeito de balanço, a DGS destaca o facto de "as coberturas de todas as vacinas do PNV" continuarem "muito elevadas, atingindo, e na sua maioria, ultrapassando, os 95% em todas as vacinas até aos 7 anos de idade". Começando pela vacinação aos três meses de idade, 97% dos menores tinham já cumprido o esquema. Quanto à primeira dose da vacina contra o sarampo, avaliada a coorte de 2018 (dois anos de idade), a cobertura foi de 99%. No que à segunda dose concerne, para as coortes de 2014 (seis anos) e 2013 (sete ano) a cobertura foi, respetivamente, de 95% e 97%. Analisando todas coortes até aos 18 anos, verificam-se "coberturas vacinais superiores a 97%, à exceção da coorte de 2014 que cumpre os 95%", precisam.

Na vacinação contra o tétano e difteria, com reforços ao longo da vida, a cobertura piora à medida que aumenta a idade do utente. De acordo com os dados agora divulgados, de coberturas de 90% a 96% até aos 25 anos de idade, passamos para os 82% e 80% aos 45 e 65 anos, respetivamente. Por último, a vacinação contra o HPV nas raparigas, iniciada em 2008, tinha uma cobertura superior ou igual a 92% para a 1.ª toma. Na segunda, apenas a coorte de 2009 estava abaixo da meta dos 85%, com uma cobertura de 78%.

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