Covid-19

19 freguesias da AM de Lisboa vão passar de situação de calamidade para contingência

19 freguesias da AM de Lisboa vão passar de situação de calamidade para contingência

O ministro da Administração Interna admitiu que as 19 freguesias de Área Metropolitana de Lisboa mais afetadas pela covid-19 possam passar de situação da calamidade para situação de contingência. Eduardo Cabrita esteve reunido esta segunda-feira com autarcas de Lisboa, Loures, Sintra, Odivelas e Amadora.

"Neste momento, estes cinco municípios [Lisboa, Loures, Sintra, Odivelas e Amadora] têm indicadores que não os afastam significativamente dos restantes da Área Metropolitana. Por isso, admitimos que sejam todos eles colocados em situação de contingência, mas não significa nenhum abrandamento da atividade. A nossa resposta foi adequada", admitiu Eduardo Cabrita, em conferência de imprensa, após uma reunião com autarcas. "Não há hoje razões para distinguir estes cinco municípios da restante Área Metropolitana de Lisboa", acrescentou o governante. A alteração deverá ser discutida no próximo Conselho de Ministros, a 30 de julho.

O Governo vai manter determinadas restrições para a Área Metropolitana de Lisboa (AML) como o fecho dos estabelecimentos comerciais às 20 horas, o encerramento dos supermercados às 22 horas e ainda a proibição do consumo de bebidas alcoólicas na rua. A 13 de agosto, em outra reunião do Conselho de Ministros, serão avaliadas o levantamento ou não destas restrições.

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"Relativamente à AML, estamos a falar de cerca de dois terços desses surtos ativos", revelou Eduardo Cabrita, quando questionado sobre quantos dos 119 surtos ativos em LVT [Lisboa e Vale do Tejo] se concentram na AML. O ministro da Administração Interna revelou que se passou de uma média de 350 a 400 novos casos diários há um mês para cerca de 170 na última semana na região de LVT.

Ainda segundo o ministro da Administração Interna, "o fator R", que indica o número de pessoas a quem um infetado, em média, transmite o vírus, varia entre os 0,7 e os 0,8 nos cinco municípios da AML que têm ainda freguesias em situação de calamidade. Ou seja, referiu, "cada novo caso tem uma capacidade de infeção, de propagação da doença, inferior a um".

"Há uma redução do número de casos, quer dos casos ativos, quer dos novos casos em todos os cinco municípios", enfatizou, apontando também uma "estabilização de casos muito significativa em Sintra e na Amadora".

Relativamente a Loures, os valores estão "claramente abaixo dos verificados no início da adoção de medidas", enquanto a freguesia de Santa Clara, a única em situação de calamidade no concelho de Lisboa, está num "nível muito próximo do número de casos registados noutras freguesias da cidade, acrescentou. "São estes resultados que queremos consolidar, este esforço vai ser mantido plenamente durante o mês de agosto, o que estamos a trabalhar ativamente é pela consolidação dos bons resultados", salientou.

A generalidade de Portugal continental entrou no dia 1 de julho em situação de alerta devido à pandemia de covid-19, com exceção da Área Metropolitana, que passou para o estado de contingência. Nesta zona, que é constituída por 18 municípios, 19 freguesias de cinco concelhos - Loures, Amadora, Odivelas, Lisboa e Sintra - permaneceram em estado de calamidade.

As 19 freguesias que estão em estado de calamidade são: Santa Clara (Lisboa), as quatro freguesias do município de Odivelas (Odivelas e as uniões de freguesias de Pontinha e Famões, Póvoa de Santo Adrião e Olival Basto, e Ramada e Caneças), as seis freguesias do concelho da Amadora (Alfragide, Águas Livres, Encosta do Sol, Mina de Água, Venteira e União de Freguesias de Falagueira e Venda Nova), seis freguesias de Sintra (uniões de freguesias de Queluz e Belas, Massamá e Monte Abraão, Cacém e São Marcos, Agualva e Mira Sintra, Algueirão-Mem Martins e a freguesia de Rio de Mouro) e duas freguesias de Loures (uniões de freguesias de Sacavém e Prior Velho, e de Camarate, Unhos e Apelação).

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