Efeméride

25 de Abril com número reduzido de presenças no Parlamento e "Grândola" à janela

25 de Abril com número reduzido de presenças no Parlamento e "Grândola" à janela

Cerimónia terá 46 deputados e há vários convidados que não irão. Total ronda metade do inicialmente previsto. A Associação 25 de Abril cancelou o habitual desfile na Avenida da Liberdade, em Lisboa, e fez um apelo para que os portugueses confinados se dirijam à janela, pelas 15 horas, e cantem a "Grândola Vila Morena", de Zeca Afonso,

Duas petições - uma contra, outra a favor da cerimónia - e muita polémica depois, a Assembleia da República (AR) assinala hoje presencialmente os 46 anos do 25 de Abril. Devido à pandemia, deverão estar presentes 46 deputados (um quinto do total) e menos de 20 convidados, apurou o JN. A confirmar-se, este número rondará a metade do limite máximo de 130 participantes que a conferência de líderes chegou a estipular, diminuição que acontece porque os partidos prescindiram de levar todos os parlamentares a que teriam direito. O protocolo habitual também foi reduzido e o uso de máscara não será obrigatório.

As comemorações arrancam às 10 horas com uma gravação do hino nacional (este ano não há banda), seguindo-se o discurso de Ferro Rodrigues, presidente da AR, que terá a seu lado apenas o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com cadeiras a separá-los.

Na tribuna do Governo estarão apenas quatro membros: o primeiro-ministro, António Costa; a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva; o ministro da Defesa, João Cravinho; e o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro.

PS com 19 pessoas, PSD 13

Seguem-se as intervenções dos nove partidos, por ordem crescente de representação: começam os deputados únicos representantes de partidos - primeiro João Cotrim Figueiredo, da IL, e depois André Ventura, do Chega, ambos com direito a três minutos.

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Seguem-se José Luís Ferreira, do PEV; Inês Sousa Real, do PAN; e o CDS, que não divulgou o deputado. Estes partidos terão um parlamentar cada na sala e usarão da palavra durante seis minutos. Francisco Rodrigues dos Santos, líder do CDS (que não é deputado), estará ausente por discordar dos moldes da sessão.

PCP, BE, PSD e PS terão os mesmos seis minutos. Pelos comunistas, que levam quatro deputados, falará Jerónimo de Sousa; pelo BE (também quatro parlamentares) será Moisés Ferreira; o PSD (com 13 deputados) escolheu Rui Rio; e os socialistas (19 representantes) optaram por Ana Catarina Mendes.

Marcelo Rebelo de Sousa - que irá sem comitiva -, encerra a cerimónia, pelas 11 horas. Joacine Moreira, deputada não inscrita, não foi autorizada pelos partidos a intervir, decisão que considerou "chocante".

Dos três antigos presidentes só Eanes vai, embora discorde da "modalidade" da cerimónia; Cavaco não irá, bem como Sampaio, neste caso por motivos de saúde. O mesmo sucede com Vasco Lourenço, capitão de Abril, embora a Associação 25 de Abril vá estar representada. Manuel Clemente, cardeal patriarca, irá.

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