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400 nutricionistas concorrem para nove vagas em escolas

400 nutricionistas concorrem para nove vagas em escolas

Cerca de 400 nutricionistas candidataram-se às 9 vagas abertas pela Direção Geral de Estabelecimentos Escolares, o que significa que há 44 candidatos para cada vaga que foi aberta. A partir do próximo ano letivo, espera-se que estes profissionais estejam a apoiar escolas e autarquias na melhoria das ementas nos bares e cantinas.

"Foram recebidas cerca de 400 candidaturas que o júri está neste momento a analisar, seguindo-se as tramitações normais em procedimentos concursais da Administração Pública para contratações por tempo indeterminado", revelou ao JN o Ministério da Educação. Os candidatos podem, por exemplo, ser sujeitos a entrevistas ou a prova de conhecimentos.

O número de candidatos é mais de 44 vezes superior ao de lugares disponíveis. Uma procura elevada que a bastonária dos Nutricionistas já esperava. O lugar é de quadro e as "funções apelativas". "É um grande desafio. As escolas são o palco por excelência para se modular os comportamentos alimentares", sublinha Alexandra Bento.

Os nutricionistas vão ter de fazer recomendações quanto às refeições servidas nas escolas públicas, fiscalizar o cumprimento de regras, nomeadamente as obrigações contratuais com as empresas gestoras das cantinas ou "emitir pareceres técnicos relativos a projetos de construção de cozinhas, refeitórios e bufetes escolares ou reformulação dos existentes".

"Obviamente não vão trabalhar sozinhos. Não vejo outra maneira senão a de desenharem uma estratégia e articularem-se com os nutricionistas dos centros de saúde, das empresas de restauração e das autarquias. E esse modelo de articulação deve ser pensado enquanto decorre o concurso", alerta Alexandra Bento.

De dois para 11

O concurso foi lançado a 21 de janeiro e os lugares foram distribuídos regionalmente consoante o número de alunos: três vagas na região de Lisboa e Vale do Tejo, duas no Norte e duas no Centro e uma vaga no Algarve e outra no Alentejo.

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"Atualmente há dois nutricionistas afetos ao Ministério da Educação (um na direção geral de estabelecimentos escolares outro na direção geral de Educação). Comparativamente ao que temos é um aumento verdadeiramente considerável. Apesar de ser pouco para as necessidades, é uma conquista", defende ao JN a bastonária da Ordem dos Nutricionistas. Alexandra Bento acredita que quando os nove nutricionistas "estiverem no terreno, vão demonstrar, por A mais B, a importância do seu trabalho" e, por isso, este concurso, será apenas o primeiro. "Acredito claramente que é o caminho", assume ao JN.

O recrutamento de nutricionistas para apoiar os agrupamentos escolares estava previsto no Orçamento do Estado para 2020 mas então a lei previa a vinculação de 15 profissionais. "Prefiro ver o copo meio cheio" e a vitória pela abertura do concurso, argumenta a bastonária, frisando que "tem sido um caminho demasiado longo". Em 2012, recorda Alexandra Bento, o Parlamento aprovou uma resolução em que recomendava ao Governo um conjunto de medidas para combater a obesidade infantil, nomeadamente a criação da figura do nutricionista escolar.

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