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63% dos portugueses confiam na segurança e eficácia das vacinas

63% dos portugueses confiam na segurança e eficácia das vacinas

A confiança dos portugueses nas vacinas contra a covid-19 está a aumentar. E parece estar relacionada com a avaliação que as pessoas fazem das mensagens das autoridades de saúde. Quem as vê como "incoerentes e contraditórias" tende a acreditar menos nas vacinas.

Segundo a última análise do "Barómetro Covid-19: Opinião Social", da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), 63% dos inquiridos referem estar atualmente "confiantes" ou "muito confiantes" relativamente à segurança e eficácia das vacinas que estão a ser desenvolvidas e o número de pessoas que pretende "esperar muito tempo" ou até "não tomar" a vacina diminuiu na última quinzena.

O estudo inquiriu 1660 pessoas entre 19 de setembro e 27 de novembro, e foram obtidas 2257 respostas.

Entre setembro e novembro, cresceu o nível de confiança nas vacinas. Se em setembro apenas 48% dos inquiridos estava "confiante" ou "muito confiante", esta proporção aumentou para 63% durante a última quinzena de novembro. A proporção de pessoas "nada confiantes" reduziu para menos de metade (de 16% para 7%) durante este período, pode ler-se no comunicado enviado pela ENSP.

Sobre a intenção de tomar a vacina, quando estiver pronta, também esta se alterou. Em setembro 26% dos respondentes pretendia "esperar muito tempo" ou até mesmo "não tomar", valor que diminuiu para 18% durante a última quinzena de novembro.

Mulheres mais desconfiadas

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Os adultos, entre os 26 e os 65 anos, são os mais desconfiados comparativamente aos idosos ou aos jovens até aos 25 anos.

Os homens demonstram maior nível de confiança nas vacinas, com 59% a revelar estar "confiante" ou "muito confiante", do que as mulheres (47%). "Adicionalmente, são as pessoas mais escolarizadas e com rendimentos superiores que revelam níveis mais elevados de confiança nestas vacinas", revela o barómetro.

Destaque ainda para a relação entre a confiança das pessoas na informação veiculada pelas autoridades de Saúde e a confiança nas vacinas.

Aqueles que avaliam a informação das autoridades de Saúde como "incoerente e contraditória" confiam menos nas novas vacinas (57% revelam estar "pouco" ou "nada confiante"). Já aqueles que consideram a comunicação das autoridades de Saúde "clara e compreensível" confiam mais nas vacinas (40% dizem estar "pouco" ou "nada confiante").

A equipa de investigação entende que "esta análise sugere a importância vital da utilização de mensagens claras e compreensíveis para a população acerca da segurança e dos benefícios da vacinação contra a covid-19".

Para os investigadores, "a informação avulsa sobre taxas de eficácia das vacinas ou sobre possíveis comprometimentos da sua segurança, sem enquadramento adequado, podem condicionar o entendimento e comportamento das pessoas".

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