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Audição

99% dos casos de emergência com resposta em menos de uma hora

99% dos casos de emergência com resposta em menos de uma hora

O presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) admitiu, esta terça-feira, "pontualmente alguns atrasos" no socorro. No entanto, Luís Meira pediu que não se confunda a "folha com aquilo que é a floresta" e garantiu que as situações de resposta tardia são uma exceção. Até porque 99% das respostas de emergência são dadas em menos de uma hora.

As declarações de Luís Meira foram feitas aos deputados da Comissão de Saúde, numa audição requerida pelo Chega para esclarecer ​​​alegadas "falhas na prestação de socorro". O partido deu como exemplo o caso de uma mulher que caiu em Lisboa, "tendo esperado mais de uma hora pela assistência médica" e acabado por falecer. O deputado Pedro Frazão recordou também o caso de "um homem no Algarve em convulsões, que acabou por morrer e esteve mais de uma hora à espera do socorro pelo INEM".

Começando por endereçar uma palavra aos "familiares e amigos das pessoas que sofreram na pele aquilo que é a evidência de que os meios são e serão sempre finitos", Luís Meira admitiu "pontualmente" alguns atrasos no socorro. Mas pediu que "não se confunda aquilo que é a ponta da folha com a floresta". De acordo com o dirigente, entre janeiro e agosto, "o INEM acionou os meios com menos de uma hora de atraso em 99% das situações". Acrescentou ainda que, no mesmo período, o instituto recebeu 199 reclamações, sendo que "apenas uma fração era relativas a atrasos no socorro".

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"O Sistema Integrado de Emergência Médica garante que a resposta é a mais rápida que é possível, recorrendo ao meio disponível mais próximo adequado à ocorrência. Portanto, a lógica de funcionamento garante uma grande flexibilidade e uma grande capacidade de resposta e, em momentos pontuais de pico, permite que vamos alargando o raio de acionamento de meios para garantir que não há ocorrências sem resposta. É verdade que, pontualmente, podemos ter alguns atrasos [no socorro]", referiu o responsável, reiterando que os "cidadãos podem confiar perfeitamente no INEM, nos seus profissionais e nos seus parceiros".

"Não estamos a negar que, em algumas situações, o tempo para socorro foram mais elevados do que aquilo que queremos. Mas, em termos daquilo que é a globalidade da resposta, que não se confunda aquilo que é a ponta da folha com a floresta", disse o responsável.

No que toca à inoperacionalidade de alguns meios do INEM, Luís Meira não negou "a existência de dificuldades". "É verdade que alguns dos meios que existem neste momento têm taxas de inoperacionalidade que não são aquelas que queremos", admitiu o presidente do INEM, dando como exemplo o caso de Viseu, onde uma das três ambulâncias existentes "praticamente está muito do seu tempo inoperacional".

Ainda assim, o presidente do INEM nega falhas no socorro na região de Viseu por causa desses constrangimentos. "O Sistema Integrado de Emergência Médica é um sistema robusto que tem um conjunto grande de intervenientes que não se esgotam no INEM. Os bombeiros são um elemento fundamental do Sistema Integrado do Emergência Médica. Em articulação com as associações humanitárias e detentores de corpos de bombeiros, temos feito um esforço muito grande para que estas questões de menor operacionalidade nos meios próprios do INEM sejam, de alguma maneira, mitigadas pela existência de respostas locais. Os bombeiros fazem isso, independentemente de os meios do INEM estarem ou não inoperacionais, de uma maneira excecional", afirmou o responsável.

Questionado sobre as dificuldades em reter profissionais, Luís Meira sublinhou que "a questão não é específica do instituto". Recordou ainda que o processo em curso para a contratação de 125 técnicos de emergência pré-hospitalar "está numa das fases finais", prevendo-se a contratação dos profissionais no início do próximo ano.

"Os nossos operacionais, nomeadamente os que trabalham no CODU e nas ambulâncias, têm uma atividade muito exigente. Muitos dos que são contratados percebem rapidamente que, se calhar, não é esta a vida que querem", referiu.

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