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A campanha paralela que o programa do PSD não mostrou (e os ministeriáveis de Rui Rio)

A campanha paralela que o programa do PSD não mostrou (e os ministeriáveis de Rui Rio)

As televisões não as mediatizaram. Não raras vezes foram aborrecidas. Quase sempre acabaram com menos gente do que começaram. As dez "conversas centrais" realizadas pelo PSD ao longo da campanha desvendam muito do que pode vir a ser um Governo de Rui Rio.

São as propostas que o programa do PSD não aprofunda. Foram a campanha paralela que Rui Rio quis ter em vez de fazer comícios. Todas tiveram ataques ao PS, em cada uma houve um especialista e foi ali que muitas propostas do PSD foram apresentadas, da reforma da Justiça ao alargamento do SIGIC na Saúde, da revisitação constitucional à limitação dos mandatos dos deputados, das creches gratuitas aos "shots" de areia para resolver a erosão costeira, do investimento em Ciência à legislatura de cinco anos: estas foram as conversas que Rio quis que fossem centrais mas quase nunca o foram. Porém, demonstraram o que quer mudar em Portugal se o líder do PSD chegar a São Bento.

"Em vez de fazermos aqui um comício em que se dão quatro ou cinco gritos a ver se no telejornal aparece um dos gritos, o que nós queremos fazer é transmitir às pessoas aquilo que são as nossas principais medidas e ideias naquilo que é fundamental para a sua vida". Foi com esta mensagem que Rui Rio abriu todas as dez conversas centrais da campanha laranja. Conclusão: não foi com elas que apareceu nos telejornais, pouco se pode ler sobre elas na Internet, embora fossem tecnicamente ricas em propostas que o PSD defende e que, em alguns casos, não estão explícitas no programa social-democrata.

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