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A lista das 800 escolas abertas para filhos dos profissionais de saúde

A lista das 800 escolas abertas para filhos dos profissionais de saúde

Quase 800 escolas estão a partir desta segunda-feira de portas abertas para garantir as refeições dos alunos mais carenciados e acolher os filhos de pessoal hospitalar e de emergência.

Dos cerca de 3500 estabelecimentos escolares existentes no continente, quase 800 estão classificados como "escolas de referência para o serviço de refeições e acolhimento de filhos do pessoal hospitalar e de emergência", segundo dados da Direção-Geral dos Estabelecimento Escolares (DGEstE).

Isto significa que estas 800 escolas serão a exceção à decisão de encerrar todos os estabelecimentos de ensino desde creches a universidades e politécnicos, uma das medidas avançadas no final da semana passada pelo Governo para tentar controlar a disseminação do novo coronavírus.

Num país em alerta, o ensino faz-se à distância e cerca de dois milhões de alunos ficam em casa. Só os filhos de profissionais de saúde e das forças de segurança é que poderão ter que continuar a ir à escola, para que os pais possam ir trabalhar.

A lista, disponível no site da DGEstE , mostra que há quase 300 "escolas de referência" na região Norte, 232 no Algarve e 194 na zona de Lisboa e Vale do Tejo. No Centro, abrem portas 91 estabelecimentos e no Alentejo são 62.

A DGesTe informa ainda que os dados agora disponíveis podem ser atualizados sempre que necessário, até porque não é possível ainda ter a certeza quantas serão as famílias que vão recorrer a este serviço.

A decisão de juntar as crianças numa escola para que os profissionais de saúde - que estão mais em contacto com doentes da Covid-19 - e de segurança pudessem continuar a trabalhar foi criticado pela Ordem dos Médicos e sindicatos, que alertaram para o perigo em que estariam as crianças e famílias.

A ministra da Saúde explicou, no domingo, que em alternativa às escolas, os pais podem também optar por escolher uma pessoa para ficar com os filhos e essa educadora ficará com o subsídio que os pais receberiam se ficassem em casa a tomar conta dos filhos.

Alunos carenciados

As escolas estarão também abertas para garantir que as crianças mais desfavorecidas não perdem o direito às refeições devido à situação de emergência que se vive no país. Algumas autarquias têm explicado como é que vão garantir que as refeições chegam aos alunos com apoio social escolar. No caso de Lisboa, por exemplo, a autarquia anunciou que os pais com crianças no jardim de infância e 1.º ciclo teriam que ir buscar as refeições à escola. Já na Golegã, a autarquia comprometeu-se a fazer a entrega porta-a-porta a todos os alunos do escalão A.

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