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Pressão energética

"A Península Ibérica pode tornar-se uma plataforma para o gás natural", diz Ursula

"A Península Ibérica pode tornar-se uma plataforma para o gás natural", diz Ursula

Em declarações ao Diário de Notícias (DN), a presidente da Comissão Europeia defendeu que Portugal e Espanha podem tornar-se uma importante plataforma para o Gás Natural Liquefeito, desde que a capacidade do porto de Sines seja reforçada. Confiante num "inverno em segurança", Ursula pede aos Estados-membros que a poupança de gás comece rapidamente, assegurando que só num cenário de corte total se ponderaria, em conjunto, a imposição de metas obrigatórias.

Numa altura em que a pressão energética cresce na UE - com o receio de que a Rússia corte definitivamente o fornecimento de gás - a presidente da Comissão Europeia (CE) destaca a importância da "solidariedade" dos 27 membros para enfrentar o inverno. Em entrevista ao DN, Ursula von der Leyen defende que "a Península Ibérica pode tornar-se uma plataforma para o GNL [Gás Natural Liquefeito]", sobretudo apostando no aumento da capacidade do porto de Sines.

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"Foram grandes os esforços de Portugal, assim como de Espanha, no desenvolvimento de infraestruturas de GNL que podem beneficiar toda a UE. A Península Ibérica no seu conjunto pode de facto tornar-se uma plataforma para o GNL proveniente de África e das Américas e com destino à UE", notou. A presidente da CE realçou, contudo, que para explorar esse potencial "é necessário melhorar as interligações de gás entre a Península e o resto da Europa, atualmente limitadas e insuficientes". Um trabalho que, acrescenta, já está a ser feito por Portugal "através do porto de águas profundas de Sines".

Ursula von der Leyen admitiu ainda, no âmbito do novo plano "Poupar gás para garantir um inverno em segurança", que os estados-membros usem temporariamente carvão para produzir energia. "É evidente que, em termos de substituição de combustíveis, deve ser dada prioridade à transição para as energias renováveis. A transição para o carvão, se necessário, deve ser uma solução temporária", sublinhou.

Satisfeita com o "compromisso coletivo" assumido na redução do consumo de gás em 15%, a líder da CE está confiante que os países da União poderão "passar este inverno numa situação de segurança".

"Cada Estado-membro decide de que forma vai atingir esta meta. Só no caso de um corte total do gás russo e de uma grave deterioração da situação é que a meta se tornaria vinculativa, com base numa decisão conjunta. Espero sinceramente que a evolução da situação e as ações dos Estados-membros nos mantenham no bom caminho sem ser necessário impor metas obrigatórias", referiu, aproveitando para deixar um alerta. "Quanto mais pouparmos e mais rapidamente o fizermos, maior será a nossa segurança", concluiu.

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