Conselho de Ministros

Governo pede "cautela" na Páscoa e reavalia medidas a 1 de abril

Governo pede "cautela" na Páscoa e reavalia medidas a 1 de abril

Dia 1 de abril o Governo decide se haverá alterações ao plano de desconfinamento, anunciou a ministra da Presidência, recomendando aos portugueses "cautela" na Páscoa.

Mariana Vieira da Silva deixou, esta sexta-feira, duas mensagens centrais após a reunião de Conselho de Ministros: é preciso "cautela" e "cumprir o dever de ficar em casa" durante a semana da Páscoa e o Governo irá reavaliar as restrições em vigor a 1 de abril.

A ministra de Estado e da Presidência referiu que, a 11 de março havia 105 casos de covid-19 por cem mil habitantes a 14 dias e o risco de transmissão - R(t) - era de 78 e atualmente há 67,7 casos e um R(t) de 0,81. Ou seja, o R(t) está a aumentar e a aproximar-se de 1. Mas "a incidência tem-se reduzido, o que é um fator de contentamento nesta primeira fase de desconfinamento", reconheceu.

"O percurso que temos feito mostra que temos condições para continuar o plano de desconfinamento mas também mostra que nos temos aproximado de forma muito significativa do R(t) 1 e precisamos de ter cautela na continuação do processo de desconfinamento", indicou Mariana Vieira da Silva, referindo as duas linhas identificadas para reavaliar as medias: 120 casos por cem mil habitantes e R(t) igual a 1.

"Apesar de continuarmos na zona verde desta matriz não significa que estejamos livres de fazer todas as coisas", alertou. "Significa que temos condições para prosseguir o desconfinamento a conta-gotas".

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"O governo decidiu prorrogar o atual decreto até 5 de abril e decidiu avaliar quais são as regras a partir de 5 de abril no próximo dia 1 de abril", ou seja, "vamos decidir com dados mais atuais e mais próximos da realidade nesse dia", anunciou.

"É uma decisão de cautela e de alerta", sublinhou. "As regras até 5 de abril serão as mesmas às de hoje", frisou, destacando a proibição de circulação entre concelhos e o dever de ficar em casa.

"Precisamos de ter atenção à situação que temos este gráfico [matriz de risco] porque é ele que vai decidir a 1 de abril se vamos continuar com os passos previstos para dia 5 ou se precisamos de atenuar o ritmo de desconfinamento", sublinhou Mariana Vieira da Silva

Deixou por isso um apelo aos portugueses, tendo em conta que a "Páscoa é um período de tradicional reunião familiar (...) mas essa não pode ser a regra nesta Páscoa. A regra desta Páscoa tem de ser a de prosseguirmos um desconfinamento a conta-gotas, lento, cauteloso para podermos continuar aquilo que estava previsto".

"Precisamos de nos manter nesta zona verde [da matriz de risco], precisamos de nos manter em segurança, precisamos de cumprir as regras até lá", acrescentou.

Questionada sobre o regresso às aulas presenciais para o 2.º e 3.º ciclo, previsto para 5 de abril, Mariana Vieira da Silva frisou que "só dia 1 decidiremos (...) com a ambição de retomar no ritmo que estava previsto" mas avançou que as "escolas abertas são uma prioridade" e por isso "em princípio, não será pelas escolas que se irá iniciar qualquer processo de desaceleração do desconfinamento".

"Se nos aproximarmos da zona amarela [da matriz de risco] temos de repensar o plano de desconfinamento, que pode significar uma paragem total ou parcial conforme os indicadores e a sua localização no território", explicou, admitindo "medidas locais ou regionais".

A ministra explicou ainda que o diploma aprovado na quinta-feira que prorroga até 31 de dezembro o regime excecional de reorganização do trabalho no âmbito da pandemia de covid-19 significa que "mesmo não estando em estado de emergência" o teletrabalho manter-se-á obrigatório até final do ano, embora de acordo com o regime geral que estava em vigor antes do atual confinamento.

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