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A tuberculose e a covid-19: o que as distingue

A tuberculose e a covid-19: o que as distingue

A tuberculose e a covid-19 partilham algumas semelhanças. São ambas doenças predominantemente respiratórias, transmitem-se por gotículas respiratórias e podem causar sintomas inespecíficos como febre, cansaço e tosse.

São, contudo, bem diferentes. São causados por agentes diferentes - a tuberculose é causada por uma bactéria (Mycobacterium tuberculosis), enquanto a covid-19 é causada por um vírus, o SARS-CoV-2. Analiso algumas das semelhanças e diferenças.

Sintomas

Embora a febre e a tosse sejam os sintomas mais frequentes nas duas doenças, na tuberculose a febre é habitualmente baixa, de predomínio noturno, acompanhada de suores noturnos intensos e perda de peso. Na tuberculose a tosse é prolongada, mantendo-se por várias semanas. A tuberculose pode atingir qualquer órgão.

Os principais sintomas da covid-19 são febre, cansaço, tosse seca e dificuldade respiratória (rara na tuberculose). Alguns doentes apresentam dores de cabeça, congestão nasal, queixas digestivas, perda de olfato ou perda de paladar.

Transmissão

As duas doenças são transmitidas por gotículas e aerossóis libertados pela pessoa doente. Na tuberculose a transmissão dá-se por via inalada. No caso da covid-19, assume-se, pelo que se sabe dos outros coronavírus, que a transmissão ocorra pela via inalada ou pelo toque das mãos contaminadas na boca, nariz ou olhos.

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Período de incubação

Nem toda a gente exposta a doente com tuberculose fica infetada e nem toda a gente infetada fica doente. O risco de doença é maior nos dois anos após exposição, mas pode ocorrer muitos anos depois. Existe tratamento preventivo e curativo. Para a covid-19, o período de incubação é de até 14 dias. Não existe, até à data, tratamento preventivo nem curativo eficaz.

Medidas de saúde pública

Para as duas doenças é fundamental cortar a cadeia de transmissão - identificação do doente, tratamento e isolamento; identificação dos seus contactos e rastreio.

Medidas de proteção

As medidas de distanciamento físico, etiqueta respiratória e utilização de máscara em ambiente fechado são eficazes para a prevenção das duas doenças.

*Pneumologista

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