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Abandono escolar mais baixo de sempre: 8,9%

Abandono escolar mais baixo de sempre: 8,9%

A taxa de abandono escolar precoce voltou a baixar dos 10,6%, registados em 2019, para os 8,9% em 2020, revelou esta quarta-feira o instituto Nacional de Estatística (INE). É o valor mais baixo de sempre verificado em Portugal, que pode pela primeira vez ficar abaixo da média europeia.

"Os resultados mostram uma evolução constante, firme e extraordinariamente notável do país, naquele que é considerado pela Comissão Europeia como um dos principais indicadores da performance dos sistemas educativos", sublinha o Ministério da Educação (ME) no comunicado enviado às redações.

Há 20 anos a taxa era de quase 50%, em 2009 a taxa era de 30,9%, uma das mais elevadas da União Europeia (UE), a tendência de quebra foi constante e dez anos depois o país registou um nível de 10,6%. A taxa de 8,9% (8,4% no continente) permite a Portugal superar a meta europeia de 2020 de atingir os 10% de abandono escolar precoce. Face à estagnação da média da UE, nos últimos anos, a manter-se essa evolução europeia, Portugal pode, pela primeira vez, ficar abaixo da média entre os 27 países, frisa o ministério tutelado por Tiago Brandão Rodrigues.

No comunicado, o ME elogia o trabalho das escolas, alerta para o aprofundamento de programas que a tutela considera terem contribuído para este resultado positivo como o Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, o Apoio Tutorial Específico, a aposta no Ensino Profissional, as escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) ou o programa de flexibilidade curricular.

No entanto alerta para os perigos de a taxa subir em tempos de pandemia e de ensino à distância, um risco que não se confirmou no ano passado.

"O desafio de redução do abandono escolar precoce continua e agrava-se em tempos de pandemia. Por isso mesmo, em período de confinamento, determinou-se que são recebidos presencialmente as crianças e jovens em risco, através do reforço da comunicação entre escolas e CPCJ", sublinha o ministério no comunicado, referindo-se ao pedido feito aos agrupamentos para sinalizarem semanalmente os alunos que não participem nas atividades síncronas e assíncronas desenvolvidas pelos professores.

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