Política

Abel Matos considera censurável adiamento da refiliação de Manuel Monteiro no CDS

Abel Matos considera censurável adiamento da refiliação de Manuel Monteiro no CDS

O porta-voz da Tendência Esperança em Movimento (TEM) e candidato à liderança do CDS-PP, Abel Matos Santos, considerou "altamente censurável" a decisão da direção do partido de remeter para a próxima liderança a refiliação do ex-líder Manuel Monteiro.

"Esta atitude, ilegal e contrária aos mais elementares princípios morais e éticos, por parte do secretário-geral e, pelos vistos, apoiada pela ainda presidente do CDS, é altamente censurável e revela bem o nível rasteiro a que levaram o CDS", escreveu na rede social Facebook.

Na ótica de Abel Matos, "Manuel Monteiro está legalmente filiado", uma vez que a sua inscrição foi "aceite por unanimidade pela concelhia da Póvoa de Varzim".

O também candidato à liderança do CDS notou que esta força política "não pode ser refém dos estados de alma de ninguém" e "tem de deixar de ser um partido capturado".

"É também para combater atitudes como esta que me candidato, para trazer decência e retidão ao CDS", acrescentou, assinalando que espera que figuras como o deputado João Almeida, o eurodeputado Nuno Melo, o líder da Juventude Popular, Francisco Rodrigues dos Santos, o também candidato à liderança do partido Carlos Meira ou Filipe Lobo D'Ávila, do grupo "Juntos pelo futuro", "se pronunciem" sobre este caso.

A direção de Assunção Cristas não vai decidir, até ao congresso de janeiro, a refiliação no CDS do ex-líder Manuel Monteiro, que deixou o partido em 1998 para fundar a Nova Democracia (ND).

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"Essa é uma decisão que ficará na pasta de transição" para a liderança que sair do congresso nacional de janeiro de 2020, afirmou na quinta-feira à agência Lusa o secretário-geral do CDS, Pedro Morais Soares.

Em setembro, entregou a ficha de refiliação na concelhia da Póvoa de Varzim, distrito do Porto, que aprovou a sua inscrição.

Até agora, a direção nada decidiu, o que foi considerado um "ato censório" que "não cabe num partido que se diz pluralista e democrático" afirmou Abel Matos Santos, porta-voz da TEM, à margem do conselho nacional do partido, em 17 de outubro.

Em 1992, com apenas 29 anos, Manuel Monteiro assumiu a liderança do CDS, adotou uma linha de rutura com uma nova geração de dirigentes, pela refundação do partido, claramente de direita, a ponto de o rebatizar Partido Popular.

Deixou a liderança em 1998, e fundou, mais tarde, em 2003, o partido Nova Democracia que se apresentou às eleições, com resultados muito modestos.

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