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Abrir mais vagas no Ensino Superior só com reforço orçamental

Abrir mais vagas no Ensino Superior só com reforço orçamental

Conselho de Reitores das Universidades avisa que a "capacidade das instituições está exaurida". Aumento ficou-se pelos 5%.

Nesta primeira fase do Concurso Nacional de Acesso, que decorre até hoje, há mais seis cursos com índice de excelência dos candidatos, num total de 38 (excetuando Medicina), mas o reforço de vagas fica-se pelas mais 153. Ou seja, as instituições - maioritariamente universidades, porque apenas o Politécnico do Porto entra naquela lista com dois cursos - ficaram-se por metade do aumento de até 10% que poderiam fazer. Por que razão? "O Governo faz apelos, mas quer que se façam omeletes sem ovos, e é impossível. A capacidade das instituições está exaurida", avisa o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP).

Quer com isto António de Sousa Pereira dizer que sem reforço orçamental é impossível contratar mais docentes ou melhorar e reforçar equipamentos. Sem os quais não se acolhem mais estudantes. "Nos últimos anos temos estado sucessivamente a aumentar vagas nos cursos de excelência e não, não houve reforço orçamental, não entrou um cêntimo que fosse para contratar docentes ou equipar laboratórios", diz o também reitor da Universidade do Porto. Para quem "não vale a pena fazer apelos, porque não havendo dinheiro não se faz".

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