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Acabou a StayAway Covid e criadores aconselham a desinstalação

Acabou a StayAway Covid e criadores aconselham a desinstalação

A aplicação portuguesa de rastreio digital da covid-19 StayAway Covid representou um investimento de cerca de meio milhão de euros, com financiamento público, mas não teve o resultado esperado e os seus servidores deixarão de estar disponíveis. Por isso, os criadores aconselham agora a sua desinstalação.

Numa mensagem publicada no site da aplicação, é possível ler que, "apesar de ainda não ter sido declarado o fim da pandemia de covid-19", a positiva evolução do padrão epidemiológico da doença em Portugal justifica agora "a interrupção da operação do sistema".

A aplicação e os seus servidores de suporte deixarão, assim, de estar disponíveis. Por esse motivo, o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, que coordena a aplicação, sugere agora "a desinstalação da aplicação."

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Em nota divulgada na Internet, os criadores agradecem ainda a todos "que, aderindo à rede de rastreio digital de contactos, contribuíram para o combate à proliferação do vírus."

Desenvolvida em seis meses, a aplicação chegou a ultrapassar os três milhões de downloads, mas teve pouca utilidade prática, permanecendo moribunda à espera de ser definitivamente encerrada.

Lançada a 28 de agosto de 2020, permitia rastrear, de forma rápida e anónima, as redes de contágio por covid-19, informando os utilizadores que tinham estado nos últimos 14 dias no mesmo espaço de alguém infetado com o Sars-CoV-2.

O Governo chegou, inclusive, a querer que a StayAway Covid fosse obrigatória, prevendo multas de 500 euros para os infratores.

Quando se assinalou um ano do lançamento da aplicação, a Associação D3 destacou que a tentativa do Governo de tornar a app obrigatória "teve um efeito claríssimo no declínio da adoção da aplicação".

"No entanto, os proponentes da app insistiram em culpar os médicos, uma classe profissional profundamente agastada pela crise pandémica e, concluímos, sem qualquer responsabilidade no fracasso da aplicação", defenderam, na altura.

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