Ano letivo

Acesso digital garante resposta caso aulas continuem à distância

Acesso digital garante resposta caso aulas continuem à distância

O primeiro-ministro voltou a assegurar que o Governo vai disponibilizar equipamentos e ligação à Internet a todos os alunos do Básico e Secundário no próximo ano letivo e não afastou a hipótese de ser necessário voltar às aulas não presenciais em setembro.

Em entrevista ao "Observador", António Costa revelou que o Executivo está a "trabalhar com a indústria, editores, produtores de conteúdos pedagógicos e agentes comerciais, de forma a garantir o número de equipamentos suficientes". E com as operadoras "para assegurar um reforço na cobertura do espaço escolar e das zonas de residência", para haver uma "cobertura mais robusta".

Na terça-feira, arrancaram as aulas não presencias do terceiro período e o governante admitiu que esta solução pode ter de continuar no próximo ano letivo. "Temos de estar preparados para uma situação como esta, que decorra de uma forma mais prolongada, e não ter que improvisar", como o que aconteceu nas últimas semanas.

Antecipar promessa

"Não podemos estar um ano letivo inteiro fechados em casa. Mas temos também de ter melhores ferramentas para poder prosseguir as nossas atividades à distância", disse. Costa lembrou que o acesso às ferramentas digitais por parte de todos os alunos era um objetivo do programa do Governo, para ser concretizado ao longo da legislatura, mas teve de ser acelerado para minimizar as assimetrias no acesso à educação.

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Sobre as aulas para os alunos que vão a exame (11.º e 12.º anos) - cujo calendário foi revelado ontem -, o governante voltou a apontar o dia 4 de maio. "Quanto mais cedo começarmos, mais cedo conseguimos recuperar o número de semanas em que não tivemos aulas presenciais".

António Costa não especificou qual o tipo de equipamentos que pretende entregar. Mas é possível que haja diferenciação entre os vários ciclos de estudos. O JN perguntou ao Ministério da Educação sobre os contactos em curso, mas não obteve resposta em tempo útil.

Das três operadoras, apenas a Vodafone Portugal confirmou terem existido contactos com o Governo, não tendo havido "nenhuma decisão sobre a extensão ou conteúdo da participação" da empresa, "disponível para ajudar, dentro da sua área de competência".

A Porto Editora, que não foi contactada pela tutela, sublinhou, ao JN, que "seja qual for o equipamento escolhido, a Escola Virtual está acessível a todos". Fonte da empresa explicou que "neste momento a plataforma tem 800 mil utilizadores diários e que todos os manuais escolares estão em formato digital.

Escolas primárias da Dinamarca reabrem esta quarta-feira

Ainda com a pandemia longe de estar debelada, alguns países europeus planeiam começar a reabrir as escolas. O primeiro é a Dinamarca, cujos jardins de infância e escolas primárias retomam hoje a atividade - a 10 de maio é a vez das secundárias. Segue-se a Noruega, que irá reabrir os infantários no dia 20 de abril e as escolas e universidades a 27. No dia 11 de maio será a França a iniciar um regresso gradual.

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