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Adão Silva garante que não recebeu deliberação da Jurisdição

Adão Silva garante que não recebeu deliberação da Jurisdição

O líder parlamentar do PSD assegura que nunca recebeu qualquer deliberação da Jurisdição a dizer que a moção do referendo da eutanásia era vinculativa. Adão Silva fala em "armadilha" e insiste que está a ser alvo de "perseguição política".

O líder parlamentar do PSD garante que nunca recebeu qualquer deliberação do Conselho de Jurisdição Nacional (CJN) a indicar que a moção setorial que defendia um referendo à eutanásia era vinculativa. Adão Silva acusa o presidente da Jurisdição, Paulo Colaço, de lhe ter montado "uma armadilha", insiste que é alvo de "perseguição política", diz-se "desgastado" e fala "em trapalhada".

"Dizem que recebi uma deliberação que diz que a moção é vinculativa e que eu tinha a obrigação de transmitir essa deliberação aos deputados. Nunca o CJN me enviou essa deliberação. Enviou sim para uma das 15 secretárias do grupo parlamentar", afirma Adão Silva.

O líder parlamentar do PSD contraria, assim, o que se afirma no parecer disciplinar, que o condenou à sanção mais leve, uma advertência, quando o presidente da Jurisdição, Paulo Colaço, pedia uma repreensão. "Foi uma derrota dele no CJN", aponta Adão Silva.

Mais, destaca Adão Silva: "Se essa deliberação era tão importante por que não foi publicada no Povo Livre?". Aliás, um dos argumentos que usou no recurso, entregue na quarta-feira, no Tribunal Constitucional, onde questiona ainda as competências da Jurisdição para "dar ordens" ao presidente do grupo parlamentar e onde recorre a um parecer que "desmonta" a tese de que a moção, aprovada em congresso, será vinculativa.

O líder parlamentar garante ainda que cumpriu a alínea "E" do n.º3 do art.º 8.º do regulamento do grupo parlamentar, que dita que, em matéria de referendo, "tem que se cumprir o sentido de voto decidido pela Comissão Política Nacional".

"Fui apenas o mensageiro", aponta Adão Silva, garantido que também a sanção foi primeiramente enviada para o seu chefe de gabinete, três dias, antes do CJN a fazer chegar às suas mãos, a 31 de maio. Por isso, considera que lhe foi montada "uma armadilha" e insiste na denúncia de "perseguição política". "É uma trapalhada completa", acrescenta o líder parlamentar dos sociais-democratas, afirmando-se desgastado" com o "comportamento" da Jurisdição.

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