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Adolfo Mesquita Nunes afasta-se da corrida à liderança do CDS

Adolfo Mesquita Nunes afasta-se da corrida à liderança do CDS

O ex-vice-presidente do CDS Adolfo Mesquita Nunes recusou avançar com uma candidatura à liderança do partido, para suceder a Assunção Cristas, que anunciou a demissão na noite das eleições legislativas.

Em entrevista à Antena 1, Pires de Lima vaticinou Mesquita Nunes como um possível candidato à liderança do partido, mas o atual administrador não-executivo da Galp recusou avançar, numa publicação na sua página de Facebook.

"Estarei presente na discussão sobre os desafios do CDS e sobre a necessidade de construir uma alternativa mobilizadora ao socialismo; e estarei com toda a certeza presente no Congresso do CDS, dando em liberdade conta das minhas opiniões. Mas não serei candidato à liderança do partido, em coerência aliás com uma escolha que fiz em Março deste ano, cuja fundamentação se mantém", escreveu, referindo-se à decisão tomada em março de abandonar o cargo de vice-presidente do partido.

Esta semana, em declarações à agência Lusa, Nuno Melo também disse que não avançaria com uma candidatura. Na "atual conjuntura difícil" do partido, saída das legislativas, o futuro líder terá de poder "enfrentar o primeiro-ministro" nos debates quinzenais e "medir talentos" no parlamento, que agora tem deputados de dois partidos próximos "da área" do CDS, Iniciativa Liberal e Chega.

O vice-presidente e eurodeputado não toma posição sobre os candidatos já "em reflexão", incluindo o deputado João Almeida, embora admitindo que haverá, fora do parlamento, potenciais candidatos com muito peso e "capacidade política" para liderar os centristas.

Nem uma hora depois do anuncio de Cristas, Abel Matos Santos, da Tendência em Movimento (TEM), anunciou que era candidato, e nas 24 horas seguintes foram mais dois dirigentes a dizer que estão "em reflexão".

Primeiro, Filipe Lobo d´Ávila, do "Juntos pelo Futuro" do CDS, no domingo à noite, no Facebook, afirmou-se em "estado de choque" com o resultado e no dia seguinte, na segunda-feira, assumiu estar em reflexão e não exclui qualquer cenário, incluindo uma candidatura à liderança.

Depois, também no Facebook, mas horas mais tarde, na madrugada de segunda-feira, João Almeida, deputado, ex-líder da JP e porta-voz do partido durante a liderança de Cristas, admitiu que o CDS teve uma "derrota estrondosa" e, horas depois, admitiu também o cenário de concorrer à liderança no congresso.

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