QSP Summit

Aeroporto do Porto é "um caso de sucesso"

Aeroporto do Porto é "um caso de sucesso"

"A TAP tem o direito à sua estratégia. Mas esta não compactua com as estratégias da estrutura aérea aqui do Porto". A crítica foi deixada ontem por Ricardo Valente, vereador do pelouro das Finanças da Câmara Municipal do Porto, num debate sobre as estratégias e investimentos para o aeroporto do Porto numa das conferências do último dia da QSP Summit, na Exponor. O autarca referia-se ao facto de a companhia aérea ter um reduzido peso no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

"Será o investimento no aeroporto do Porto uma aposta vencedora?": esta foi a pergunta que deu o mote à conferência que durou duas horas e foi rapidamente respondida por Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e do Norte de Portugal: "vamos saber se a pergunta é uma pura retórica ou se ainda há espaço para alguma dúvida", disse.

Fernando Vieira, diretor da infra-estrutura, disse que o aeroporto do Porto "já atingiu os mesmos números de desempenho que se registaram em 2019" e é "um potencializador da região". O responsável garantiu que o aeroporto adota estratégias "cada vez mais baseadas na sustentabilidade" e foca-se em "prestar um serviço de grande qualidade e captar tráfego para a região".

"Um caso de sucesso", como lhe chamou António Portugal, diretor executivo da Associação das Companhias Aéreas em Portugal, salientando que o Sá Carneiro tem uma grande importância para a região norte do país.

Ricardo Valente evidenciou que o sucesso do mesmo também se deve à força da região do Porto: "Não há aeroportos fortes, sem o território o ser. O exemplo do aeroporto de Beja é a demonstração de que um aeroporto tem de ser pensado estrategicamente", disse o vereador.

À espera de 2023

"Estamos a contabilizar cerca de 40 mil passageiros por dia", disse Fernando Vieira apontando o facto de os números atingirem picos altos após dois anos atípicos. Para António Portugal, apesar dos números bastante satisfatórios, "2023 será um ano de uma análise mais objetiva e segura dos números". Estava inicialmente prevista a presença do ministro das Infraestruturas e da Habitação Pedro Nuno Santos, que acabou por não comparecer devido à polémica em torno do novo aeroporto de Lisboa (ler Primeiro Plano).

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