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Viana do Castelo

Agradece ao pai pneumologista cuidados que o salvaram da covid-19

Agradece ao pai pneumologista cuidados que o salvaram da covid-19

Sobreviveu após semana e meia em coma, ligado a um ventilador nos Cuidados Intensivos do hospital de Viana do Castelo e depois submetido a tratamento por ECMO, no Porto.

Tiago Nêveda, de 35 anos de idade, esteve entre a vida e a morte, com covid-19. Sobreviveu após semana e meia em coma, ligado a um ventilador nos Cuidados Intensivos do hospital de Viana do Castelo e depois submetido a tratamento por Oxigenação por Membrana Extracorporal (ECMO), no hospital de São no João no Porto. Filho do pneumologista Rui Nêveda, diz que a ação do pai, numa fase inicial da doença, foi determinante para se salvar. "Sinto-me um sortudo por ter tido um pai que me soube tratar convenientemente e que soube tomar as decisões certas na altura certa", afirma.

Inicialmente, julgava ser uma gripe a que já se habituou todos os invernos. Apresentava "sintomas ligeiros, tosse, perda de paladar e olfato, e dores musculares", recorda.

"Como era uma semana muito fria e tenho sempre gripe, julguei que era a minha gripe do costume", relata o estudante de Engenharia de Computação Gráfica e Multimédia no Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), "fanático por música". E continua: "Passado uns dias apareceu-me febre e foi aí que soou o alarme. Fui com os meus pais fazer o teste. Eu e o meu pai demos positivo, e a minha mãe negativo".

No hospital diagnosticaram-lhe uma pneumonia ligeira. Foi para casa medicado. Entretanto, a doença atingiu-o de forma severa.

"Evoluiu muito rápido. Ao terceiro dia senti-me verdadeiramente mal. Mal me conseguia mexer. O meu pai resolveu pôr-me a oxigénio. Isso foi fulcral para eu ter sobrevivido", conta, descrevendo: "No próprio dia, como não melhorava, levaram-me para o hospital outra vez e, a partir daí, só tenho memória que entrei na ambulância para ir para o hospital de Viana do Castelo e a seguir acordo e dizem-me que estou no hospital de São João no Porto".

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"Depois os médicos contaram-me que me foi feito uma TAC no hospital de Viana do Castelo e a pneumonia leve tinha evoluído para uma pneumonia bilateral grave. Foi uma pneumonia silenciosa, porque nunca tive dores, nem falta de ar. Sentia-me a melhorar, mas o nível de oxigénio no meu organismo estava a diminuir aos poucos sem eu saber", diz Tiago, ciente de que podia ter morrido, mas também que o sofrimento maior seria o das pessoas que o rodeiam e que lhe deram força de se agarrar à vida.

"É um vazio na minha memória. Infelizmente, pelo que me apercebi quer a família, quer amigos mais próximos sofreram bastante. Fiquei eternamente grato por todo o apoio que me deram. Sem eles, até podia ter sobrevivido à covid-19, mas não teria tido força para recuperar tão depressa", afirma.

Tiago saiu há duas semanas do internamento hospitalar e foi para o Centro de Reabilitação Norte, em Vila Nova de Gaia, onde está a fazer reabilitação intensiva, para recuperar a mobilidade nas pernas. Sente-se cansado e custa-lhe caminhar devido à perda muscular, mas "feliz por estar vivo". "Considero isto uma segunda oportunidade para aproveitar a minha vida", conclui.

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