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Agricultores lesados com incêndios ameaçam com ação de luta em março

Agricultores lesados com incêndios ameaçam com ação de luta em março

Os agricultores lesados pelos incêndios ameaçam com uma nova ação de luta em março, caso o Governo não atenda às suas principais reivindicações, e acusam o ministro da Agricultura de não responder ao caderno de reclamações.

Em comunicado divulgado esta sexta-feira, a Comissão de Agricultores e Produtores Florestais lesados pelos incêndios de 2017 explica que vai pedir ao primeiro-ministro, António Costa, uma audiência até ao final de fevereiro.

"Dado que o senhor ministro da Agricultura não respondeu ao Caderno de Reclamações que lhe entregámos no passado dia 2 de fevereiro, vamos solicitar ao senhor primeiro-ministro para nos receber em audiência até final de fevereiro", referem.

A comissão, que inclui a Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (ADACO), o Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM) e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) está a ponderar solicitar também uma audiência à Comissão de Agricultura e Mar da Assembleia da República.

"E caso as principais reclamações não sejam atendidas, os Agricultores e Produtores Florestais lesados pelos incêndios e suas organizações não terão alternativa senão fazer uma nova ação de luta, já em março", sustentam.

Estes agricultores consideram "insuficientes e mesmo desadequadas" as medidas de apoio avançadas pelo Governo, tendo em consideração "os prejuízos brutais" sofridos pelas populações e pelos agricultores em especial.

De entre as inúmeras reclamações que fazem, pretendem a reabertura urgente das candidaturas simplificadas, para permitir que quem não se candidatou tenha a possibilidade de o fazer e refazer a candidatura dada a falta de informação prestada.

Defendem a criação de ajudas para compensar as perdas de rendimento na atividade agrícola, agropecuária e agroflorestal e de uma equipa de apoio urgente para os estrangeiros residentes nas zonas afetadas.

Os agricultores reclamam ainda a criação de medidas para apoios de arranjos, desde logo em habitações permanentes, e também em caminhos agrícolas e casas agrícolas, indo até à suspensão dos planos diretores municipais (PDM) para a legalização dessas estruturas.

Nos projetos em que se estejam a recuperar plantações ou fazer investimentos que ainda estejam em fase de execução, querem que o Governo assegure 100% da sua execução, para que estes possam cumprir as suas metas, alargando o prazo para o cumprimento do investimento, ou deixar terminar a sua operação, sem qualquer penalização.

Por último, pedem medidas urgentes de apoio para florestação, limpeza, corte e replantação, incluindo áreas comunitárias de baldios, no sentido de repor o material produtivo com prioridade para a floresta de uso múltiplo ou multifuncional.

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