Ciclo de Conferências - Insuficiência Cardíaca: Uma Estratégia para Portugal

"Ainda há muito para melhorar na área da insuficiência cardíaca"

"Ainda há muito para melhorar na área da insuficiência cardíaca"

Em Portugal, estima-se que 400 mil pessoas sofram de insuficiência cardíaca, mas nem sempre a doença é reconhecida como uma síndrome de elevada morbilidade e mortalidade.

Para consciencializar a sociedade e os órgãos decisores, especialistas ligados à saúde discutiram o tema e reuniram as conclusões num documento que será divulgado e debatido no ciclo de conferências que o Grupo Global Media, com o apoio da Novartis e da Medtronic, realiza nos dias 6, 7 e 8, das 18.30 às 20.00, e que poderá ser acompanhado em direto nos sites do DN, JN e TSF.

Em entrevista, Luís Rocha, diretor de acesso ao medicamento da Novartis, considera que ainda há muito a melhorar nesta questão.

Porque é importante o documento de consenso para a insuficiência cardíaca (IC) que agora vai ser divulgado?
Há vários desafios de saúde pública que têm vindo a ser atingidos, mas na área da IC ainda há muito para fazer. Em Portugal, temos cerca de 400 mil pessoas com a doença. Há três anos, um relatório patrocinado pela Organização Mundial da Saúde, que fazia uma avaliação das principais causas de hospitalização evitáveis, colocava a IC nos primeiros lugares no nosso país. As taxas de mortalidade são relativamente elevadas para uma doença crónica e, se projetarmos os próximos vinte anos - tendo em conta que é uma doença muito associada à idade e que temos um país muito envelhecido -, isto pode significar um peso muito grande para os sistemas de saúde e para os cuidadores dos doentes. Há muito para melhorar.

Como foi o processo de elaboração deste documento?
Foi um processo que demorou vários meses e foi promovido pela Universidade Católica, para garantir um maior espaço para o debate entre todas as instituições. O que este grupo tentou fazer foi reunir várias especialidades médicas, enfermeiros, responsáveis de administrações hospitalares e de centros de saúde para que todas as pessoas conversassem. Tentou-se criar um debate entre os especialistas e quem pensa políticas de saúde. E nós acompanhámos com expectativa a evolução e o culminar desta investigação.

O que faz a Novartis e qual é o contributo da empresa na área da IC?
A nossa função é investigar e colocar medicamentos no mercado, mas temos uma componente de apoio ao desenvolvimento do conhecimento, através de trabalhos com instituições universitárias. O objetivo é promover um debate alargado. No caso da IC e do nosso envolvimento neste projeto, o objetivo é facilitar a vida a quem tem de tomar decisões, porque a evidência científica já existe. É importante que a indústria farmacêutica se posicione junto de outras entidades para discutir o diagnóstico dos doentes e partilhar a sua experiência. Depois da discussão entre os especialistas, é preciso divulgar as conclusões encontradas.

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Enquanto empresa, que trabalho têm feito na área da IC e que compromissos assumiram?
Temos feito muito trabalho do ponto de vista da investigação clínica ou epidemiológica para contribuir para o desenvolvimento do conhecimento da IC. Não só no que diz respeito aos medicamentos atuais, mas também a outros que estão em curso. E estamos a tentar avaliar o impacto dos nossos medicamentos no contexto da vida real das pessoas.

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