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Rio e Santana chegam a acordo para listas de unidade

Rio e Santana chegam a acordo para listas de unidade

Os representantes do presidente eleito do PSD, Rui Rio, e de Pedro Santana Lopes chegaram, este sábado de madrugada, a acordo para listas de unidade aos órgãos nacionais do partido. Salvador Malheiro diz que é "um grande sinal de que o partido está unido".

O antigo diretor de campanha do novo líder social-democrata, Salvador Malheiro. disse à Lusa, pelas 4 horas, que o entendimento foi feito "de acordo com o resultado eleitoral" - em que Santana Lopes obteve perto de 46% e Rio 54% - e abrange os vários órgãos nacionais, à exceção da Comissão Política Nacional, o órgão de direção do presidente eleito.

Pedro Santana Lopes encabeçará, assim, uma lista de unidade ao Conselho Nacional, como estava previsto sendo que o eurodeputado Paulo Rangel será o número dois.

O acordo entre as duas candidaturas estava em risco devido a uma insatisfação do lado de Pedro Santana Lopes quanto à forma de distribuição dos lugares na lista. Mas tudo acabou por se compor durante a madrugada, com "cedências de ambas as partes", reconheceu Salvador Malheiro, apoiante de Rui Rio, que enalteceu a atitude de Santana Lopes e do líder distrital de Lisboa, Pedro Pinto nestas negociações, reconhecendo que o facto de haver listas conjuntas a todos os órgãos nacionais - à exepção da Comissão Política Nacional, que é uma escolha do líder - "é um grande sinal que se dá, para fora e para dentro, de que o partido está unido".

"As questões de pormenor, se o nome A surge à frente do nome B, pouco importa", disse, reconhecendo que "estas questões menores não são fáceis porque estão em causa lugares e pessoas".

À chegada ao congresso, este sábado de manhã, Pedro Pinto, apoiante de Santana Lopes, desvalorizou o impasse e congratulou-se pelo acordo. "Não importa como as coisas começam, importa como elas acabam", disse, dando como "praticamente fechada" a lista de consenso ao Conselho Nacional, com nomes indicados por ambas as candidaturas.

Pedro Pinto reconheceu que nestes processos "há dificuldades que são inerentes à elaboração das listas" e "equilíbrios que têm de ser feitos dos dois lados", dando as negociações para as listas aos órgãos nacionais - que têm de ser entregues até às 17 horas de hoje - como bem encaminhadas.

No final do primeiro dia de trabalhos, quer Rui Rio quer Santana Lopes desvalorizaram a falta de um eventual acordo, salientando que a unidade do partido estaria sempre garantida.

"Gostava [que houvesse lista conjunta], mas mais importante que o entendimento é que haja unidade, e essa está garantida: viu a entrada em conjunto, vai ver o discurso do dr. Santana Lopes amanhã [sábado]", disse Rui Rio, horas antes de o acordo final ser alcançado entre as duas partes.

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