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Álcool e drogas ao volante sobem nos acidentes mortais

Álcool e drogas ao volante sobem nos acidentes mortais

As vítimas mortais com álcool suficiente para se enquadrarem num crime, punível com pena de prisão, estão a ganhar alguma expressão nas estatísticas sobre acidentes rodoviários.

Dos 581 autopsiados em 2017, 113 tinham mais do que 1,2 gramas de álcool por litro de sangue (g/l) ou seja, 19,4% do total. No ano passado, a taxa-crime foi encontrada em 129 dos 641 autopsiados, ou 20,1% do total. Acima da taxa legal (0,5 g/l), o número de casos passou de 170 para 172.

As pessoas que perdem a vida em acidentes de viação situam-se nas estatísticas oficiais entre dois extremos: ou têm uma taxa de álcool no sangue de zero ou ultrapassam o limite a partir do qual existe um crime (1,2 gramas por litro). E o número de vítimas mortais da sinistralidade em cada um destes dois extremos está a aumentar, mostram os dados das autópsias feitas pelo Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses e revelados pela Autoridade Nacional de Prevenção Rodoviária. Mostram também que o consumo de canabinóides, de longe o mais prevalente, está associado ao álcool.