Turismo

Algarve teme o pior com decisão inglesa: "Penalizados por falar a verdade"

Algarve teme o pior com decisão inglesa: "Penalizados por falar a verdade"

O Algarve receia o pior. Portugal continental de fora do corredor aéreo do Reino Unido representa "um duro golpe" para o turismo da região.

Apenas os Açores e a Madeira estão na lista que inclui mais de 50 países para os quais os britânicos poderão voar sem a obrigatoriedade de cumprir quarentena no regresso ao país.

"É uma decisão que lamentamos e que não se compreende por ser profundamente injusta para o país em geral e para o Algarve em particular, tendo em conta que o mercado britânico representa mais de metade das dormidas na região", disse, ao JN, o presidente do Turismo do Algarve. João Fernandes considera termos sido "penalizados por falar a verdade no que diz respeito ao número de casos de Covid-19", realçando que "a região regista, desde o início da pandemia, apenas 1,5% dos casos em território nacional", com apenas oito pessoas internadas e nenhuma em cuidados intensivos".

Para o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, António Pina, esta decisão "é um grande murro no estômago e deixa-nos a todos preocupados com as consequências económicas e sociais que terá na região". É também "um duro golpe naquilo que era a expectativa de todos os que esperavam que o verão permitisse alguma recuperação para podermos passar menos mal o inverno".

O representante dos autarcas espera que a decisão seja revertida antes do dia 30 e que "o bom-senso e a diplomacia e a própria pressão dos cidadãos britânicos junto do seu Governo permita que possam voltar para aquela que é a sua habitual e principal estância de férias".

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O presidente do Turismo do Algarve acredita que os britânicos têm vontade de viajar para o Algarve, uma vez, apesar da quarentena obrigatória no regresso, "tem-se assistido a uma procura crescente do mercado britânico desde meados de junho em que reiniciámos as ligações ao Reino Unido". Diz, ainda, que "a decisão do Governo britânico poderia ter sido evitada se tivessem sido ouvidos os 18 mil residentes britânicos na região que podem testemunhar na primeira pessoa a segurança que se vive no território, considerado um dos 20 destinos mais seguros do Mundo".

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