Covid-19

Alojamento desespera sem regras publicadas para fim de semana

Alojamento desespera sem regras publicadas para fim de semana

Medidas anunciadas ontem em Conselho de Ministros ainda não foram publicadas em Diário da República, às 15 horas de sexta-feira, quando deverão vigorar a partir de sábado.

Proprietários do Alojamento Local (AL) estão a desesperar com cancelamentos em catadupa, desde que quinta-feira à tarde, em conferência de impressa de Conselho de Ministros, foram anunciadas novas regras para o check-in em hotéis e similares, nomeadamente a realização de testes à covid-19 no momento da entrada. Sem estarem publicadas em Diário da República, 24 horas antes da altura em que deverão vigorar, nem o Turismo de Portugal consegue esclarecer os empresários, que já estão a perder reservas desde esta quinta-feira.

"Estou a ter cancelamentos desde ontem mal saíram as notícias", lamenta Rita Montez, proprietária do AL "A casa da avó Rosa". "Quatro cancelamentos, incluindo um espanhol. Num caso, três quartos, quatro noites, no outro dois quartos e sete noites em agosto. Para um AL com seis quartos, o impacto é enorme", queixou-se. "O efeito psicológico é brutal. Os cancelamentos e as reservas sucedem-se ao ritmo das boas e más notícias. O ano passado foi de suspense, este ano é para quem tem nervos de aço", concluiu a proprietária.

Esta manhã, perante dúvidas de um cliente, que queria "saber se pode comprar o teste e fazer aqui à entrada", Rita contactou o Turismo de Portugal para obter esclarecimentos.

"De momento, estamos a aguardar orientações para resposta à questão colocada", respondeu a entidade. "O Turismo de Portugal só após publicação de diploma se pode pronunciar sobre as novas regras decorrentes da reunião de ontem do Conselho de Ministros", acrescentou.

Em véspera de fim de semana e de arranque de férias para milhares de portugueses, o presidente da Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP) ainda acredita que "o atraso na publicação dos diplomas legais possa significar que vão dar ouvidos à especificidades do setor e recuar na medida no caso dos alojamentos de casa ou apartamento inteiro".

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"Muitos proprietários investiram em mecanismos de check-in eletrónico, porque esse era o único momento de contacto, em muitos casos, e agora passaria a ser um momento de risco", aponta Eduardo Miranda. "E há muitos casos de proprietários com casas a centenas de quilómetros, que não precisavam estar presentes no momento de entrada, que agora teriam de deslocar-se para assistir a alguém fazer um teste. E se desse positivo, deixavam os hóspedes na rua? Nada disto faz muito sentido, por isso prefiro esperar, pois acredito que o que foi anunciado vai ser revisto", resumiu Eduardo Miranda.

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