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Alto Minho e Galiza satisfeitos lutam por compensações

Alto Minho e Galiza satisfeitos lutam por compensações

A abertura das fronteiras terrestres com Espanha, já no sábado 1 de maio, deixou satisfeito quem há muito a reclamava no Alto Minho e na Galiza.

Autarcas, empresários e trabalhadores transfronteiriços, que fizeram repetidas manifestações públicas pela reabertura das pontes sobre o rio Minho e passagens via terrestre em Melgaço e Ponte da Barca, aplaudiram o anúncio do primeiro-ministro.

"A abertura das fronteiras é tardia, mas mais vale tarde que nunca. Estamos satisfeitos, mas vamos continuar a insistir que deve haver compensação financeira para os trabalhadores, para as empresas e para o território", declarou Fernando Nogueira, presidente do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, que agrega 26 municípios portugueses e galegos: os dez da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho e 16 da província de Pontevedra na Galiza.

Recorde-se que estas reivindicações tiveram eco também junto dos Governos de Portugal e Espanha, através dos eurodeputados português José Manuel Fernandes e espanhol Francisco Millán Mon. Reclamaram, há dias, atenção dos chefes de Estado para o impacto que o encerramento das fronteiras entre o Norte do país e a Galiza teve na vida de 12 mil trabalhadores transfronteiriços. E questionaram que auxílios estão a ser canalizados para as populações da raia.

O restabelecimento da livre circulação entre os dois países, no âmbito do Estado de Calamidade, em vigor a partir de sábado, 1 de maio, foi recebida também com bom grado por Rui Fernandes, que foi porta-voz de uma manifestação com centenas de comerciantes, trabalhadores e empresários de restauração, que recebeu António Costa em Valença, na última segunda-feira, dia da inauguração do comboio elétrico. "Estamos naturalmente muito satisfeitos. Realmente veio ao encontro das nossas pretensões e vamos voltar a fazer aquilo que mais queremos, que é trabalhar com as fronteiras abertas. Sem isso é impossível trabalhar", disse aquele comerciante com duas lojas de têxteis em Valença.

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