Vacinação

Alunos aguardam libertação de pavilhões para aulas de educação física

Alunos aguardam libertação de pavilhões para aulas de educação física

Há estudantes sem educação física ou a terem aulas com "demasiadas limitações", após os pavilhões terem sido convertidos em centros de vacinação contra a covid-19. A denúncia é feita pelo presidente do Conselho Nacional de Associações de Profissionais de Educação Física. Avelino Azevedo pede que, com a conclusão do processo de inoculação contra a covid-19, os equipamentos voltem à sua função inicial, ao invés de servirem para a administrar a vacina da gripe.

"Durante o período da pandemia, muitas autarquias escolheram pavilhões escolares para a realização dos testes de covid e para a vacinação. Muitas das aulas de educação física ficaram dificultadas porque tiveram de ser dadas no exterior e, quando chovia, não havia aulas. Foi a disciplina mais prejudicada em termos da pandemia", recordou Avelino Azevedo, frisando que está "na altura de serem encontradas outras soluções".

"Com o fim do plano de vacinação, nalgumas escolas, as autarquias pretendem continuar com o plano de gripe. Estamos muito preocupados com essa situação. As limitações, do ponto de vista da atividade física, que os alunos tiveram durante mais de um ano e meio vão continuar", lamentou.

Sem conseguir precisar quantas escolhas têm os pavilhões desportivos ocupados pela vacinação, Avelino Azevedo estima que sejam mais de uma centena, deixando milhares de alunos com limitações para praticar exercício físico. "Temos a consciência de que o plano de vacinação é prioritário. Mas não entendemos como algumas situações foram operacionalizadas. Em S. João da Madeira, por exemplo, utilizaram o pavilhão da escola quando podiam utilizar o pavilhão municipal, obrigando os alunos a terem aulas no pavilhão municipal e a deslocarem-se ao frio e à chuva. Na Escola de Santo André, no Barreiro, as pessoas que vão fazer os testes à covid atravessam a escola", criticou Avelino Azevedo, garantindo já ter alertado o ministério da Educação para o problema.

"Os professores já não estão a saber o que fazer à vida porque sabem que existe uma impossibilidade da prática física regular e de cumprimento também do currículo escolar", revelou Avelino Azevedo, alertando ainda que, após o desmantelamento dos centros de vacinação, será necessário que "as autarquias limpem e desinfetem as escolas".

Recorde-se que, na terça-feira, também o presidente da Associação Nacional de Municípios defendeu que a permanência dos Centros de Vacinação só deve acontecer em locais onde se justifique. Manuel Machado recordou que os centros de vacinação instalaram-se, em grande medida, em pavilhões municipais e que agora esses equipamentos são necessários para a retoma da atividade desportiva das associações pertencentes a cada município.

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