Iniciativa

Alunos dão nota positiva às Academias Gulbenkian 

Alunos dão nota positiva às Academias Gulbenkian 

As crianças e jovens que participam nas Academias Gulbenkian do Conhecimento "estão mais otimistas e são mais curiosas. Têm maior autocontrolo, maior assertividade e melhor capacidade de comunicação. São mais capazes de confiar, mais tolerantes no ambiente escolar e mais resilientes, em particular na persistência para alcançar o que se propõem". Os dados constam do relatório preliminar de avaliação das academias, divulgado este sábado pela fundação.

A iniciativa arrancou em maio de 2018 e abarca 54 mil crianças e jovens até aos 25 anos. Estão distribuídos por 100 projetos, as chamadas academias, que procuram estimular sete competências sociais e emocionais importantes para o futuro: adaptabilidade, comunicação, criatividade, pensamento crítico, resiliência, resolução de problemas e autorregulação.

Muitos dos projetos ainda decorrem. Estão a ser promovidos por professores nas escolas ou por organizações da comunidade, como associações, escuteiros, instituições de solidariedade social, autarquias, bandas musicais, clubes desportivos, entre outros. Alguns foram criados para este fim, mas outros já existiam e alteraram algumas atividades que desenvolviam (nas áreas cultural, artística, desportiva, etc.), para estimular de forma mais sistemática as tais competências socioemocionais.

Mais de metade vai continuar

Os resultados agora medidos são "muito positivos", destaca Pedro Cunha, diretor do programa Gulbenkian Conhecimento. "O relatório mostra que 77% destas academias conseguiram impactos nas crianças e jovens". É possível "afirmar com segurança que evoluíram nestas competências por causa desta intervenção, já que houve um grupo de controlo, com crianças e jovens que não participaram".

A transformação foi visível não apenas nas crianças e jovens, mas também nos adultos, pois "há mudanças na forma como os adultos, caso de pais e professores, se relacionam com as crianças e entre si", acrescenta o diretor.

Prevê-se que 63% dos projetos terão continuidade para além do financiamento e prazo de execução inicialmente previsto, um sinal, diz Pedro Cunha, de que as comunidades educativas onde os projetos acontecem "reconhecem a importância destas intervenções".

PUB

Ajudam a lidar com pandemia

Com a pandemia, notícias falsas e outros fenómenos, foi crescendo a noção de que "estas competências, ligadas à resiliência, resolução de problemas, pensamento crítico, entre outras, não são caprichos, são fundamentais e podem fazer a diferença", sublinha Pedro Cunha.

A esse propósito, o relatório revela que 84% das crianças entre os oito e os 15 anos consideram que as academias os ajudaram a lidar com a pandemia. 55% consideram mesmo que ajudou muito ou fez toda a diferença. Nos jovens dos 16 aos 25 anos, a avaliação é ligeiramente inferior, sendo de 70 e 40%, respetivamente, para as mesmas questões.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG